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terça-feira, agosto 26, 2008

Vem...

Devagar, depressa, aos saltinhos, às cambanhotas, aos pinotes, a gatinhar, a correr, a saltar, lentamente, a cantar ou a assobiar. Vem rápido. Não demores. Ou então leva tempo. Faz como quiseres, desde que venhas. Mas vem.

Estou a morrer por um abraço teu.

sábado, agosto 16, 2008

O Assobio (Canção do Avô)





Naquele dia, pareceu que o tempo parou. As horas teimaram a passar, o ar estava denso, o tempo húmido e quente. A tensão à volta da pequena igreja era muita. Abraços sentidos, beijos sem dar por eles, chamadas de apreço e carinho e que pouco ajudam numa altura daquelas. Todas as palavras são pensadas e sinceras, mas poucas para exprimir aquilo que se sente, numa altura em que parece que o cérebro está gelado e vazio. Ao mesmo tempo, as memórias acumulam-se quais relâmpagos que teimam ameaçar uma tarde de festa. A notícia caiu como bomba, ainda que esperada. Na verdade, nunca ninguém vê o dia derradeiro como algo efectivo e ao qual não se pode fugir. É tão longínquo e tão certo que impressiona.

Pelas saudades, e por todo o resto. Porque vamos, de certeza, lembrar-te este mês. E porque nunca as palavras são sentidas o suficiente e suficientemente eficazes para exprimir as saudades que temos tuas. Ofereço-te esta música, desejosa de que nas lembranças, nos acompanhes na nossa praia de sempre. (escrito em Julho)

Death Cab for Cutie - I Will Possess Your Heart

All I need

o coração não bate. apanha

I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table,
And get swept under
Denial, denial

The infrastructure will collapse
From carpet spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband 'good night'

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table,
And get swept under

Denial, denial
Denial, denial

Your ears are burning
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial

segunda-feira, agosto 11, 2008

Um dia peço-te para ficares comigo para sempre

Hoje é o dia.

latitude longitude coordenadas e vice-versa

ali, a luz amanhece clara e quente. há lugares assim, onde as cores prevalecem frente ao cinza quotidiano. lugares onde as conversas embalam de tal maneira o tempo, que os minutos passam a correr e as horas sucedem-se sem nos apercebermos. lugares quentes onde nos sentimos acompanhados, ouvidos, entendidos, escutados. lugares onde a velocidade do dia é apagada pelo momento eterno dos olhares cúmplices. onde há conversa mas onde a conversa dita não é essencial. lugares onde me sinto eu, plenamente. lugares onde estamos nós, juntos, só tu e eu.

quarta-feira, julho 30, 2008

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Digo-te olá. Todos os olás são para nós reparadores. Pergunto-te porquê. Dizes-me porquê. Não gosto da resposta. Insisto. Sinto o coração a querer sair-me do peito. Quero abraçar-te. Reservo-me. Escondo-me. Insisto. Porquê. Voltas a repetir, reforças. Olho fixamente o infinito. Insisto porque assim te sinto real. E perto. Perco-me em pensamentos. Partilho. Quero ver-te. Apetece-me ver-te. Ir à tua rua. Esperar à tua porta. Tocar na tua campaínha. Perguntar-te outra vez. Procuro-te. Parece que tudo gira à volta da resposta desejada, do sinal sonhado, da interpretação intersubjectiva directamente proporcional. Insisto.

domingo, julho 27, 2008

Nos fios do novelo


Como num combate de boxe, há vezes em que sinto a vida esbofetear-me. Os planos...faço-os com frequência. Quantos mais faço, mais se desfazem. Há um rolo de lã que desenrola e no qual tenho de pegar com regularidade. É ver desenrolar, e enrolar de novo, à espera que os fios não se tenham separado, ou pior, partido. As mãos têm de ser rápidas, astutas, sempre incansáveis. Porque os fios são frágeis. Uma vez, com um cesto de novelos na mão, ofereceram-se para o tapar. Se o tapassse, os fios, e os novelos, continuariam lá, quase imóveis. Poderiam rodar sobre si próprios, rolar no espaço que existia entre uns e outros. Mas o espaço de movimentos seria restrito. Quis que o cesto continuasse aberto, para deixar entrar o ar e a luz. Mas nos cestos abertos também entra a névoa. Também entra o vento. E a chuva.
Por isso, os novelos, às vezes aconchegados, chegam num instante a ficar encharcados. Há tempestades inesperadas que nem deixam tempo para colocar um oleado por cima deles, que os proteja do pior. Ficam molhados, ensopados, e sem reacção. Pesados da tormenta, têm mais dificuldade em deslocar-se dentro do cesto. Quanto às saídas para fora dele, nessas alturas, enfim...é preciso guardá-las para mais tarde. O novelo fica pesado. É preciso fazer dar-lhe o sol primeiro, para que todas as gotas de água sequem.
Oooo no
Here comes that sun again
That means another day without you my friend
And it hurts me to look into the mirror at myself
And it hurts even more to have to be with somebody else

And it's so hard to do
And so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

So many people to love in my life
Why do i worry about one
But you put the happy in my ness
You put the good times into my fun

And it's so hard to do
And so easy to say
Sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

And head for the door
We've tried the goodbyes
So many days
We walk in the same direction
So that we could never stray
They say if you love somebody
Then you have got to set them free
But i would rather be locked to you than live in this pain and misery

They say that time, will make all this go away
But it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterday
And once again that rising sun is a droppin' on down
And once again you my friend are no where to be found

And its so hard to do, and so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

Turn and head for the door....
Walk away
Ben Harper

quarta-feira, julho 23, 2008

the race is long, and in the end, it’s only with yourself

Por caminhos sinuosos, escarpas. Por pedras, buracos, poças de água. Por subidas íngremes, tempestades, sol abrasador. Por estradas estragadas, onde a terra batida e o cimento se misturam. Caminha, ela, sedenta de sonhos e de ansiedade. Medo, não tem. Que seria, se tivesse receio do destino que sonha alcançar quando cruzar a meta. Alimenta-se da lua, respira as brisas. Segredos, tem muitos. Ou quem sabe, apenas um. Corre depressa, às vezes, como medo que o chão desapareça. Quando a jornada é longa e as asas já doem de tanto bater, o voo segue lento e rotineiro. A velocidade, afinal, não pode ser sempre a mesma. Perder-se-iam recuos importantes, meditações que só baixando a rotação do 'conta-quilómetros' são possíveis de fazer. Ficariam pelo caminho considerações e, até os pensamentos, às vezes, com o calor do entusiasmo, desapareceriam.
Pensa, às vezes, que com as temperaturas extremas, o mapa pode perder-se. Desaparecer. Sente receio de que, de tantos caminhos percorridos, a estrada lhe pareça demasiado confusa e sinuosa para manter o essencial. Questiona-se nos 'tempos mortos' sobre o que será de si sem isto ou sem aquilo, como será a sensação de 'não-estar', de 'não-fazer', de 'não-ser'. Pergunta-se se, um dia, terá tempo e disponibilidade para descansar. Porque enquanto houver sonho por realizar, enquanto a estrada continuar infinita e não houver sinais de que vá acabar, deseja que o dia ganhe mais 24 horas para poder fazer tudo aquilo a que se propõe, sem correrias de última hora e podendo ouvir os segredinhos soprados pela brisa que, às vezes, o bulício da cidade teima em tornar imperceptíveis.

sábado, julho 19, 2008

Nosso estranho amor

Nós dois fomos feitos muito p'ra nós dois

terça-feira, julho 08, 2008


Fecha os olhos.
Já sabes que os cegos são os que melhor sentem as coisas. Quero que para mim sejas cega. Quero que me sintas quando me aproximo e quando me afasto. Que sigas o meu cheiro apenas pela simples sensação de que estou lá. Que peças para me aproximar quando sentes a minha falta e que não tenhas medo de pedir que me afaste quando precisas de espaço.

Fecha os olhos e sente.
Quero que me digas o que queres. O que precisas. Aquilo que sou para ti. Quero que me faças sentir parte daquilo que és. Que todas as palavras que saiam da tua boca levem um bocadinho daquilo que sou para ti.

Fecha os olhos e sente-te.
Porque é essencial que te sintas para que me possas sentir. Deixa-me sussurrar-te ao ouvido coisas bonitas. E deixa-me que te sinta arrepiar. A pele de galinha a percorrer-te o corpo como da primeira vez que me aproximei. Deixa-me sentir as borboletas no teu estômago. Deixa que me aproxime e sinta o teu coração palpitar por mim. Porque só assim vais perceber que afinal não sou eu nem és tu. Somos uma mistura híbrida à qual, às vezes, quando os estômagos se juntam, damos o nome de nós.
Fecha os olhos e sente-te. E a mim.

Perfeita

segunda-feira, julho 07, 2008

Sobre o amor

sexta-feira, julho 04, 2008

"Pega-me na mão e aperta-a com força. Por favor, mói-me os ossos mas faz-se sentir que estás comigo. Não quero saber se depois vai doer. Sei que agora, o que eu quero, é estar assim."

sábado, junho 21, 2008

É contigo

Sonho contigo todos os dias e não consigo parar de pensar-te. Acordo de madrugada a ouvir-te cantar e parece que o dia ganha luz. O sol nasce ainda quando subo a avenida, e no entanto, dá para vislumbrar ainda a lua, lá em cima. Restos de círculo cheio a que, tu e eu, assistimos, na noite anterior. Porque só tu me completas como nunca, só tu me fazes conseguir dizer por palavras aquilo que sente o coração. E apesar de todas as barreiras, de todas as lágrimas não choradas, é atrás de ti que corro apressadamente quando a porta do quarto se fecha e sigo a mil à hora só para te ver. Porque é o sonho de te ter ao meu lado que dá alento ao sol e me aquece o dia. Quero-te comigo, querida rádio.

quinta-feira, junho 19, 2008

Pasión

O palco, a um canto, dá uma visão panorâmica ao espectáculo. Ninguém fica de fora, mesmo aqueles que espreitam por entre as colunas do claustro, no primeiro patamar. A envolvência, as luzes, o contraste entre as sorrisos e os olhos emocionados, compõem o cenário que acompanhámos, apaixonadamente. As recordações assumem um carácter fílmico, memórias que se amontoam por entre pó e luz, como se a partilha valesse a pena, apenas em silêncio. Porque a música estava lá, ao vivo e a cores. Entre as colunas daquele claustro mágico.

quinta-feira, junho 12, 2008


Acho óptimo!

sexta-feira, maio 30, 2008

Manuela Ferreira Leite cancela encerramento de campanha por razões pessoais

É uma notícia de última hora...Manuela Ferreira Leite cancelou a sessão de encerramento da campanha pla liderança do PSD. A sessão ia decorrer esta tarde...a antiga ministra das Finanças aponta razões pessoais como justificação pelo cancelamento da sessão...


E perguntam vocês: como é que a manela cancela uma coisa tão importante?Estará doente? Estará com medo?Com falta de disposição?

Não!! A Manela cancelou a sessão porque......tcharã...vai ver a Amy Winehouse!!!