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sexta-feira, setembro 05, 2008

Querido Euromilhões...

Desta vez, até te dou a escolher!!!


Da minha parte, também já está escolhido: Nova Iorque (numa primeira paragem, claro!)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Ecoa em mim

"She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love.
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run.
And it wears me out, it wears me out.
It wears me out, it wears me out.

And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time.
Oh, oh."

quarta-feira, setembro 03, 2008

(...)

- E por que é que não paraste?
- Porque nunca me disseste para parar.
- Pára.
- Não quero.

Desculpa-me, mas...


Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
Que é uma arma de dois gumes
Amor e ódio

Não posso adiar
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Não posso adiar para outro século a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.
António Ramos Rosa

terça-feira, agosto 26, 2008

Vem...

Devagar, depressa, aos saltinhos, às cambanhotas, aos pinotes, a gatinhar, a correr, a saltar, lentamente, a cantar ou a assobiar. Vem rápido. Não demores. Ou então leva tempo. Faz como quiseres, desde que venhas. Mas vem.

Estou a morrer por um abraço teu.

sábado, agosto 16, 2008

O Assobio (Canção do Avô)





Naquele dia, pareceu que o tempo parou. As horas teimaram a passar, o ar estava denso, o tempo húmido e quente. A tensão à volta da pequena igreja era muita. Abraços sentidos, beijos sem dar por eles, chamadas de apreço e carinho e que pouco ajudam numa altura daquelas. Todas as palavras são pensadas e sinceras, mas poucas para exprimir aquilo que se sente, numa altura em que parece que o cérebro está gelado e vazio. Ao mesmo tempo, as memórias acumulam-se quais relâmpagos que teimam ameaçar uma tarde de festa. A notícia caiu como bomba, ainda que esperada. Na verdade, nunca ninguém vê o dia derradeiro como algo efectivo e ao qual não se pode fugir. É tão longínquo e tão certo que impressiona.

Pelas saudades, e por todo o resto. Porque vamos, de certeza, lembrar-te este mês. E porque nunca as palavras são sentidas o suficiente e suficientemente eficazes para exprimir as saudades que temos tuas. Ofereço-te esta música, desejosa de que nas lembranças, nos acompanhes na nossa praia de sempre. (escrito em Julho)

Death Cab for Cutie - I Will Possess Your Heart

All I need

o coração não bate. apanha

I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table,
And get swept under
Denial, denial

The infrastructure will collapse
From carpet spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband 'good night'

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table,
And get swept under

Denial, denial
Denial, denial

Your ears are burning
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial

segunda-feira, agosto 11, 2008

Um dia peço-te para ficares comigo para sempre

Hoje é o dia.

latitude longitude coordenadas e vice-versa

ali, a luz amanhece clara e quente. há lugares assim, onde as cores prevalecem frente ao cinza quotidiano. lugares onde as conversas embalam de tal maneira o tempo, que os minutos passam a correr e as horas sucedem-se sem nos apercebermos. lugares quentes onde nos sentimos acompanhados, ouvidos, entendidos, escutados. lugares onde a velocidade do dia é apagada pelo momento eterno dos olhares cúmplices. onde há conversa mas onde a conversa dita não é essencial. lugares onde me sinto eu, plenamente. lugares onde estamos nós, juntos, só tu e eu.

quarta-feira, julho 30, 2008

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Digo-te olá. Todos os olás são para nós reparadores. Pergunto-te porquê. Dizes-me porquê. Não gosto da resposta. Insisto. Sinto o coração a querer sair-me do peito. Quero abraçar-te. Reservo-me. Escondo-me. Insisto. Porquê. Voltas a repetir, reforças. Olho fixamente o infinito. Insisto porque assim te sinto real. E perto. Perco-me em pensamentos. Partilho. Quero ver-te. Apetece-me ver-te. Ir à tua rua. Esperar à tua porta. Tocar na tua campaínha. Perguntar-te outra vez. Procuro-te. Parece que tudo gira à volta da resposta desejada, do sinal sonhado, da interpretação intersubjectiva directamente proporcional. Insisto.

domingo, julho 27, 2008

Nos fios do novelo


Como num combate de boxe, há vezes em que sinto a vida esbofetear-me. Os planos...faço-os com frequência. Quantos mais faço, mais se desfazem. Há um rolo de lã que desenrola e no qual tenho de pegar com regularidade. É ver desenrolar, e enrolar de novo, à espera que os fios não se tenham separado, ou pior, partido. As mãos têm de ser rápidas, astutas, sempre incansáveis. Porque os fios são frágeis. Uma vez, com um cesto de novelos na mão, ofereceram-se para o tapar. Se o tapassse, os fios, e os novelos, continuariam lá, quase imóveis. Poderiam rodar sobre si próprios, rolar no espaço que existia entre uns e outros. Mas o espaço de movimentos seria restrito. Quis que o cesto continuasse aberto, para deixar entrar o ar e a luz. Mas nos cestos abertos também entra a névoa. Também entra o vento. E a chuva.
Por isso, os novelos, às vezes aconchegados, chegam num instante a ficar encharcados. Há tempestades inesperadas que nem deixam tempo para colocar um oleado por cima deles, que os proteja do pior. Ficam molhados, ensopados, e sem reacção. Pesados da tormenta, têm mais dificuldade em deslocar-se dentro do cesto. Quanto às saídas para fora dele, nessas alturas, enfim...é preciso guardá-las para mais tarde. O novelo fica pesado. É preciso fazer dar-lhe o sol primeiro, para que todas as gotas de água sequem.
Oooo no
Here comes that sun again
That means another day without you my friend
And it hurts me to look into the mirror at myself
And it hurts even more to have to be with somebody else

And it's so hard to do
And so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

So many people to love in my life
Why do i worry about one
But you put the happy in my ness
You put the good times into my fun

And it's so hard to do
And so easy to say
Sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

And head for the door
We've tried the goodbyes
So many days
We walk in the same direction
So that we could never stray
They say if you love somebody
Then you have got to set them free
But i would rather be locked to you than live in this pain and misery

They say that time, will make all this go away
But it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterday
And once again that rising sun is a droppin' on down
And once again you my friend are no where to be found

And its so hard to do, and so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away

Turn and head for the door....
Walk away
Ben Harper

quarta-feira, julho 23, 2008

the race is long, and in the end, it’s only with yourself

Por caminhos sinuosos, escarpas. Por pedras, buracos, poças de água. Por subidas íngremes, tempestades, sol abrasador. Por estradas estragadas, onde a terra batida e o cimento se misturam. Caminha, ela, sedenta de sonhos e de ansiedade. Medo, não tem. Que seria, se tivesse receio do destino que sonha alcançar quando cruzar a meta. Alimenta-se da lua, respira as brisas. Segredos, tem muitos. Ou quem sabe, apenas um. Corre depressa, às vezes, como medo que o chão desapareça. Quando a jornada é longa e as asas já doem de tanto bater, o voo segue lento e rotineiro. A velocidade, afinal, não pode ser sempre a mesma. Perder-se-iam recuos importantes, meditações que só baixando a rotação do 'conta-quilómetros' são possíveis de fazer. Ficariam pelo caminho considerações e, até os pensamentos, às vezes, com o calor do entusiasmo, desapareceriam.
Pensa, às vezes, que com as temperaturas extremas, o mapa pode perder-se. Desaparecer. Sente receio de que, de tantos caminhos percorridos, a estrada lhe pareça demasiado confusa e sinuosa para manter o essencial. Questiona-se nos 'tempos mortos' sobre o que será de si sem isto ou sem aquilo, como será a sensação de 'não-estar', de 'não-fazer', de 'não-ser'. Pergunta-se se, um dia, terá tempo e disponibilidade para descansar. Porque enquanto houver sonho por realizar, enquanto a estrada continuar infinita e não houver sinais de que vá acabar, deseja que o dia ganhe mais 24 horas para poder fazer tudo aquilo a que se propõe, sem correrias de última hora e podendo ouvir os segredinhos soprados pela brisa que, às vezes, o bulício da cidade teima em tornar imperceptíveis.

sábado, julho 19, 2008

Nosso estranho amor

Nós dois fomos feitos muito p'ra nós dois

terça-feira, julho 08, 2008


Fecha os olhos.
Já sabes que os cegos são os que melhor sentem as coisas. Quero que para mim sejas cega. Quero que me sintas quando me aproximo e quando me afasto. Que sigas o meu cheiro apenas pela simples sensação de que estou lá. Que peças para me aproximar quando sentes a minha falta e que não tenhas medo de pedir que me afaste quando precisas de espaço.

Fecha os olhos e sente.
Quero que me digas o que queres. O que precisas. Aquilo que sou para ti. Quero que me faças sentir parte daquilo que és. Que todas as palavras que saiam da tua boca levem um bocadinho daquilo que sou para ti.

Fecha os olhos e sente-te.
Porque é essencial que te sintas para que me possas sentir. Deixa-me sussurrar-te ao ouvido coisas bonitas. E deixa-me que te sinta arrepiar. A pele de galinha a percorrer-te o corpo como da primeira vez que me aproximei. Deixa-me sentir as borboletas no teu estômago. Deixa que me aproxime e sinta o teu coração palpitar por mim. Porque só assim vais perceber que afinal não sou eu nem és tu. Somos uma mistura híbrida à qual, às vezes, quando os estômagos se juntam, damos o nome de nós.
Fecha os olhos e sente-te. E a mim.

Perfeita

segunda-feira, julho 07, 2008

Sobre o amor

sexta-feira, julho 04, 2008

"Pega-me na mão e aperta-a com força. Por favor, mói-me os ossos mas faz-se sentir que estás comigo. Não quero saber se depois vai doer. Sei que agora, o que eu quero, é estar assim."

sábado, junho 21, 2008

É contigo

Sonho contigo todos os dias e não consigo parar de pensar-te. Acordo de madrugada a ouvir-te cantar e parece que o dia ganha luz. O sol nasce ainda quando subo a avenida, e no entanto, dá para vislumbrar ainda a lua, lá em cima. Restos de círculo cheio a que, tu e eu, assistimos, na noite anterior. Porque só tu me completas como nunca, só tu me fazes conseguir dizer por palavras aquilo que sente o coração. E apesar de todas as barreiras, de todas as lágrimas não choradas, é atrás de ti que corro apressadamente quando a porta do quarto se fecha e sigo a mil à hora só para te ver. Porque é o sonho de te ter ao meu lado que dá alento ao sol e me aquece o dia. Quero-te comigo, querida rádio.

quinta-feira, junho 19, 2008

Pasión

O palco, a um canto, dá uma visão panorâmica ao espectáculo. Ninguém fica de fora, mesmo aqueles que espreitam por entre as colunas do claustro, no primeiro patamar. A envolvência, as luzes, o contraste entre as sorrisos e os olhos emocionados, compõem o cenário que acompanhámos, apaixonadamente. As recordações assumem um carácter fílmico, memórias que se amontoam por entre pó e luz, como se a partilha valesse a pena, apenas em silêncio. Porque a música estava lá, ao vivo e a cores. Entre as colunas daquele claustro mágico.

quinta-feira, junho 12, 2008


Acho óptimo!

sexta-feira, maio 30, 2008

Manuela Ferreira Leite cancela encerramento de campanha por razões pessoais

É uma notícia de última hora...Manuela Ferreira Leite cancelou a sessão de encerramento da campanha pla liderança do PSD. A sessão ia decorrer esta tarde...a antiga ministra das Finanças aponta razões pessoais como justificação pelo cancelamento da sessão...


E perguntam vocês: como é que a manela cancela uma coisa tão importante?Estará doente? Estará com medo?Com falta de disposição?

Não!! A Manela cancelou a sessão porque......tcharã...vai ver a Amy Winehouse!!!

quarta-feira, maio 28, 2008

Chuva torrencial no fim de Maio?

Nãaaa, não pode ser...devo andar a viver numa realidade paralela, num mundo à parte, um "matrix" qualquer que eu não compreendi e, nem quero...

quarta-feira, maio 14, 2008

Péssimaaa...

Acordei praticamente com uma notícia que me estragou imediatamente o dia: os combustíveis voltaram a aumentar? Mas o que se passa com este país?Agora, de dois em dois dias aumenta o preço de qualquer coisa?

quarta-feira, abril 30, 2008

Graças

Sentado na cadeira, pernas cansadas, debruçou-se sobre o prato e uniu as mãos. Os lábios, sussurravam uma língua que não percebi. Depois de servir todos os pratos, de cobrar o vinho, de correr para trás e adiante com esforço redobrado, pelos pés que teimam arrastar-se, fruto da idade, lá se senta. É a sua vez de comer. Mas comove-me a sensação de silêncio entre as gargalhadas estridentes, as discussões acesas. Perturba-me esta vontade de estar só e acompanhado, com um Deus que aí, é só meu. E as palavras baixinhas, segredam, nos seus ouvidos, uma acção de graças de quem agradece a proximidade da terra, enquanto cruza as mãos e reza baixinho. Graças por este pão, pela 'cachupa' que tenho à minha frente. (18/02/2008)

domingo, abril 20, 2008

Ai, ai, aiiiiii

Não tenho inspiração...
e quando tenho...

Não tenho tempo...
e quando tenho...

Não tenho computador à mão...
e quando tenho...

não tenho inspiração...
e quando tenho..

não tenho tempo.

Como dizia o outro...o que é que eu faço?!

sábado, março 22, 2008

Segredo de amigos


Voltar a um lugar onde já se viveu e que faz parte das memórias, é como rever um amigo que já não se vê há muito tempo. Há sempre a ansiedade, o desejo de o rever. Mas ao mesmo tempo, mistura-se a essa vontade o medo de que as coisas não sejam iguais. Porque quando ficamos muito tempo sem ver alguém que já fez parte do nosso quotidiano, e presenciou experiências e serviu de confidente aos nossos segredos, e nós aos dele, é possível que as coisas não estejam iguais. Que as piadas não sejam compreedidas à primeira. Que as expressões não sejam reconhecidas. Que as mudanças não tenham sido acompanhadas. Que as coisas não sejam iguais.Sabemos que situações não se repetem. Os vulgares "dejá vu" não são situações que vivemos duas vezes. São apenas a sensação que surge num instante, de que, já tenhamos vivido alguma coisa em algum momento na nossa vida. Mas são apenas isso. Uma sensação.


Mas voltar a percorrer ruas, a reviver o que se passou, a comer petiscos já experimentados e voltar a estar com pessoas que viveram connosco esse dia-a-dia longínquo, é como rever um amigo que há muito não víamos, e reconhecê-lo. E (Re)conhecê-lo. É um reabituar àquilo que somos com ele, àquilo que ele é connosco. E àquilo que somos quando estamos juntos.
A dualidade do sentimento faz-me desejar reconstruir o momento da minha partida, há pouco mais de um ano. Mas não. Vou guardar aquela manhã de Fevereiro só para mim. Parece que tudo permanece intacto na minha cabeça e no meu coração. Tal e qual um segredo de amigos. Madrid e Eu.

A minha cumplicidade com Madrid, foi-se construindo como se de um amigo se tratasse. Madrid cativou-me, com toda a agitação, o bulício, a animação, a variedade característica de toda a cidade grande que se preze. E porque tudo tem o preto e o branco, o quente e o frio, o yin e o yang. Madrid também me cativou pela eterna, calma, e tranquila descoberta que foi o tempo em que lá estive. Fui reviver Madrid faz agora uma semana. Madrid não será a mesma, de cada vez que lá vá. Mas rever e reviver um amigo de sempre, é sempre esta dualidade. De quem se conhece, mas de quem deixa sempre alguma margem para se conhecer melhor. Como os amigos, nem tudo se desvenda, não vá a evidência corroer a saudade e matar o desejo de rever.

sexta-feira, março 21, 2008


"Não te trarei flores, mas tomarei a tua mão e levar-te-ei até elas.
Não um punhado de flores, mas um bosque salpicado de prímulas, obscurecido por violetas.
Dou-te a Primavera."

Pam Brown

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Rapariga de ouro!


Fiz o teste e...confirma-se!! Como eu previa, sou uma menina de ouro!!!
"You Are A Gold Girl
You're dependable and hard working. You never miss a deadline - and you're never late.You have a clear sense of right and wrong. You're very detail oriented.You get frustrated when your friends are sloppy - or when they don't follow through.You're on top of things, and you wish that everyone else was!"
Podem ver também as vossas cores em http://www.blogthings.com/whatcolorgirlareyouquiz/

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Viver o sonho

O jantar era normal. Convites modernos e amigos do ambiente, por email, iguais às respostas. O restaurante, cabo-verdiano, sem cor nas paredes nem imagens que liguem ao continente africano. Ali, na cadeira, olhava em volta a ver o que se passava. Na observação, tinha o seu maior passatempo. As coisas que se aprendem através da observação, todos tão preocupados em falar para ensinar, e ela ali, sedenta de aprender, observava.
As conversas, entre colegas de profissão, foram dar ao de sempre. Ou se gosta do que se faz...e se sofre pelas condições. Ou se foge às más condições, e se faz o que não se gosta. O jornalismo, tem de ser feito com paixão, não por compaixão. É aí que está o verdadeiro sentido de contar histórias. De que adianta contá-las se não se as sabem? É preciso saber ouvir, tentar descobrir em cada linha um novo código e tentar descodificar linguagens. Uma vez, ouviu que o trabalho do jornalista é como o de um neurocirurgião. Para se fazer, é preciso saber exacta e meticulosamente, o que fazer. É por isso que saber bem a história é (quase) mais importante que contá-la.
O jantar lá avançou. Como a conversa. A passos tantos, já se falava de desemprego, no jornalismo. De acordo com alguns estudos, os licenciados em áreas relacionadas com as Ciências Sociais e Humanas são os que mais dificuldades têm em encontrar trabalho. Arriscaria dizer que isto acontece porque teimam em viver os sonhos. São mais românticos, mais poéticos, mais humanos. E por isso, mais sonhadores.
Agora, depois do curso, do estágio e dos pensamentos que às vezes tardam em fugir, não quero falar de más condições de trabalho, de recibos verdes, de ausência de subsídio de alimentação e transporte nem da impossibilidade de marcar férias. Não quero falar do facto de poder continuar assim anos e anos, como alguns. Nem da impossibilidade de construir a vida que imagino minha, já, daqui a nada. Não quero mudar de profissão, arranjar alternativas, ser caixa de super-mercado ou andar aí a choramingar pelos cantos. Eu quero que os dias passem como notícias e que as histórias possam ser contadas por mim. Agora, quero viver o meu sonho, ser jornalísta por este bocadinho. E que aí, assim, nesse espaço tão meu, que o tempo passe devagar e o mundo me caiba na palma da minha mão.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

"Importas-te de me dizer o que se passa?"
"Disseste-o com lágrimas a teimar em cair, nos olhos escuros. Como se uma resposta pudesse abalar-te o mundo, fazer-te cair de vez ou ressuscitar-te com um sopro apenas. Quando ouvi a pergunta, não quis acreditar. Como "Importas-te de me dizer o que se passa?"?Como? Andas a olhar para mim e não me vês? Tantos encontros e desencontros, enganos e frases por acabar. Acabam-se os sorrisos com abraços costumeiros, como se o mundo fosse um lugar tão estranho a nós que desaparecesse. O chão treme como se quisesse fugir e tu perguntas o que se passa. Passa-se que já não me sinto. Passa-se que sinto os costumes a esvair-se em pó, os sonhos lá longe a correr rumo ao horizonte e uma luz solar tão forte que já os fez desaparecer no fio. E o ardor dos olhos é tanto que já nem consigo chorar com medo que as órbitas me saltem de tanta dor. Porque tenho medo de não aguentar aquilo que sinto, de tão mal que o sinto por já não sentir mais. Tenho medo. Medo de não saber qual o sonho por que luto. Tenho fervor nas veias e dor no coração. E às vezes o fervor assalta a dor. E outras é ela que o possui, como o coração quando desata a galopar por já não te ter colado a ele. Salto e fico a meio caminho de sítio nenhum? Ou continuo nesta impaciência que me corrói e me mina, me consome de não me preencher? Ajuda-me a perceber aquilo que me vai no peito, que eu, de tanta dor, já não consigo vislumbrar. Ensina-me a pôr os óculos e conseguir apanhar os sonhos que já desapareceram no fio do horizonte."

sexta-feira, janeiro 18, 2008

A Conta gotas
Abriu a persiana para ver como estava o dia. Lá fora, as gotas de orvalho pingavam nas folhas do alecrim e um cheiro a terra aquecia o ambiente. Aconchegou o casaco naquela manhã fria. Olhou para a lareira, onde a cinza dormia, depois das brasas da noite anterior. Ainda conseguia sentir o cheiro do fumo da fogueira. Lá fora, ainda tudo dormia. Tudo menos o sol que se ia levantando devagar, por detrás da encosta. Aquela casa, mesmo no cimo do monte, era mais do que um lar. Era um sonho tornado realidade.
Lembrava-se de quando a casa ainda era uma miragem. Dos primeiros tempos de trabalho árduo na cidade, onde não se sentia integrada. Naquela altura, os dias passavam depressa, mas pelo acumular de trabalho que ia adormecendo a secretária e a vida. Agora, sozinha naquele fim de mundo, naquele cume da montanha, lembrava todas as fases da escalada. Desde o momento em que começou a sonhar, que a vida tinha corrido melhor. Era por sonhar que vivia. E agora, no topo do monte e no cume da vida pensou que só queria ver tudo a conta gotas. Como se o tempo deixasse de existir e restasse apenas a eternidade.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Olá

Ano Novo!
Podemos ser amigos?!

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Pés saltitantes querem anos novos. Passos pequenos, por mais que a calçada seja irregular e escorregadia, são a melhor maneira de caminhar. Com precaução, é possível que as casas se construam a partir de alicerces fortes. Podem ter cores gritantes, gostar de festa e de alarido, mas não deixam de ser fiáveis e, em última instância, de confiança.
Os pés pequenitos andam devagar, serenamente, incessantemente. Porque os pequenos têm de dar passos mais certeiros, e o tempo de reflexão nunca é tempo perdido. Há que decidir melhor, leve o tempo que levar. Pés pequenos, por terem de procurar as melhores pedras onde saltitar e por terem de planear melhor os próprios saltos, caminham certeiramente ano após ano. Cansam-se muito, porque caminham em dobro. Mas ao mesmo tempo há neles a serenidade de saberem certas as decisões, de tão pensadas e reflectidas. Pés pequenos para grandes passos. Porque são mais certeiros. Porque sim.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

O futuro nos livros
Quando eu era pequena e os dias passavam devagar eu cansava-me das férias. A chegada de dias de férias era mais valorizada, creio que pelas festas na escola no dia antes. Gostava mais das festas de despedida de "Bom Natal" ou "Até para o ano", das recomendações das professoras de "Não se esqueçam de continuar a ler no Verão!" do que propriamento do dia em que não seria obrigatório acordar cedo para ir para as aulas. Gostava mais dos concursos de playback e das festas dos slows da adolescência no refeitório do que do prazer de dormir até mais tarde. E passados uns dias tinha vontade de voltar para a escola. Sempre me cansei das férias e muito especialmente das férias grandes. Sim, porque as férias de Verão eram mesmo grandes, senão enormes férias! Começavam no fim de Junho e só acabavam em meados de Setembro e o tempo rendia tanto que chateava não ter nada para fazer durante dois, quase três, longuíssimos meses de Verão.
Nas minhas férias de Verão, longas e pachorrentas, os meus dias passavam vagarosamente. O tempo, de tão lento, cansava de aborrecido. O tédio era esquecido quando, em meados de Agosto, os novos livros vinham para casa. A partir daí, podia sonhar em planear o novo ano, que aí já fazia sentido. É preciso bases sólidas para começar qualquer coisa. Sem pilares que sutentem, nada vinga nem anda para a frente. Os livros eram os meus pilares fortes num todo de "dolce fare niente", passageiro-permanente das férias de Verão. Os livros vinham, e eu, adorava cheirá-los, folheá-los, ver o que aprenderia logo logo em Setembro (que já estava tão próximo e ao mesmo tempo tão longínquo). Forrava-os com papel de bonecos, primeiro, e depois, transparente, que facilitava a idenificação. Era todo um ritual, este de folhear, cheirar, forrar, voltar a folhear, descobrir o futuro. E as páginas dos livros novos, a cheirar a coisas novas, serviam de base para planear o futuro e exerciam uma espécie de encantamento em mim, que ainda agora eu não consigo negar.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Calçada molhada, botas molhadas, calças molhadas, casaco molhado, cachecol molhado, mãos molhadas, chapéu de chuva molhado, gorro molhado, carteira molhada, telemóvel molhado. Tudo encharcado.
Brghhhhhhhhhhhhhhh...´Tá de chuva, caramba!!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

(foto El Pais...Não está bestial??!)

Suspiro Jornalístico em LISBOA

Queria poder ter feito parte da cobertura deste Tratado. Quantas vezes estive durante a manhã de cabeça e coração no Mosteiro dos Jerónimos, a imaginar o ambiente. Preciso de mais do que ser espectadora dos acontecimentos. Quero participar, quero estar, ver, ouvir, quero colaborar. Quero sentir que o mundo sabe mais de si e que eu participo nessa partilha de estórias! Quando é que eu vou poder finalmente deixar de ser uma jornalista de secretária?

quarta-feira, dezembro 12, 2007

LX

(Para ouvir ao ler)

Passear contigo é sentir que quando caminho não estou sozinha. É o descomprometimento de pôr as mãos nos bolsos sem medo de não te dar a mão. É sentir o vento frio na cara, transpirar de calor, sentir o sol a pique no nariz, a iluminar-me o rosto. É compor a gola do casaco e sentir um beijo teu. É o teu cheiro, sempre tão familiar. Saber que estás lá. Saber-te minha. Passear contigo é o misto mais agradável de descontração e apreço. É abraço sem contacto e contacto sem toque. É cumplicidade. Passear contigo é saber-te minha e saber-me tua. De alma, coração, confiança. É sentir que me sabes tantas vezes a tanto, e outras tantas a tão pouco.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

O metro, a cigana e as lágrimas teimosas
Coberta de preto a velha cigana senta-se no banco do metro. Vai nervosa, ansiosa, nota-se-lhe uma instabilidade latente.
As rugas de expressão que acompanham a cara escura, outrora simples e encantadora, carregam a carga emotiva que a transfigura. A velha cigana aperta as mãos devagar. Baixa a cara, vêem-se-lhe as riscas na testa de tanto a engelhar, do sol, da vida. Depois, a cabeça entra quase entre os ombros e começa a gemer muito baixinho. Aperta os dedos contra os olhos num movimento repetido e aflitivo. Desespera, chora baixinho e sem lágrimas. Vida dura, corpo cansado. Mãos marcadas pelo passar dos anos, agora denunciado por não conseguir chorar.
Não chora a velha cigana vestida de negro. Geme de tanto tentar e não conseguir. A velha Lisboa entrega-se-lhe depois, quando sair do metro e vir a luz do dia. Corre e mostra-lhe que o dia é muito mais do que aquela velocidade a que o metro percorre os finos carris debaixo da terra. Se vivesse sempre como topeira nunca poderia sequer supor...tentar por momentos imaginar...adivinhar aquilo que se passa na vida daquela velha cigana de pele bonita. As rugas marcam os caminhos daquela cara viajante. Mas o tormento...sim...o tormento é a evidente dificuldade que as lágrimas têm de lhe percorrer a cara. Uma dificuldade em não saber ou em não conseguir chorar.

"Bentas"

Simplesmente encantadora..

segunda-feira, novembro 26, 2007

Brinde a Lisboa que ela é nossa!


À subida do elevador de Santa Justa, da Av.da Liberdade à Emeroteca, com toalhas do chinês roubadas, na mão
A estranho desaparecimento da Raquel, no bairro, na noite dos anos da Cat
Ao marretas e ao vaca louca, onde "avacalhámos" tantas noites
Ao mercado da Ribeira com carne e fumo na casa de banho e cigarros nas escadas e sangria no sangue
Ao marquês de Pombal, ao chinês do karaoke da despedida das Saras e da Cat
Ao cup do Saldanha, os gelados oferecidos e as mesas guardadas
Ao Picoas, à esplanada, à biblioteca e ao storia del café
À esplanada amarela, aos elevadores avariados e às casas de banho sem papel higiénico da fcsh
Ao campo pequeno da Deb, das garraiadas e da loja onde não vamos comprar nada
À casa da Cat com cafés confidentes, à casa da açoriana com lasanha da boa, à casa da sara de lagos com petiscos de fada-do-lar
À rua Castilho e à avaria do C3
À rua Augusta, à Brasileira, à Rua Garrett e à Av. da Liberdade dos passeios
Ao Bairro Alto, Lux, Loft (e People) das noitadas
À queda da açoriana na 24 de Julho
À Praça de Espanha, à Gulbenkian
À vista da Ponte..quando voltámos da Aroeira ou do MUN
À beira-rio, ao técnico, palcos privilegiados de aventuras surreais
A tudo aquilo que é Lisboa e a tudo o que testemunhou...
Onde cada cantinho tem uma história nossa por contar...
Um brinde a Lisboa...cidade Vocc!

terça-feira, novembro 20, 2007

Bonito, não?

"De modos que te amo.
E sinto tão gravemente a tua falta,
como quem sente a dor num braço que já não tem.
E perco-me em ti
viajando com os olhos
no infinito branco do tecto do quarto
que por segundos podia ser nosso.
Quero-te portanto.
Mais do que me quero a mim...
Ou pelo menos de igual forma,
que este tipo de sentimentos não se querem altruistas.
Espero-te!
Com a ansiedade a empurrar-me o coração,
ora para trás ora para a frente.
Pois é assim que se deve esperar...
Espero que chegues,
que largues os sacos das compras
que desligues a luz e te atires para mim."

segunda-feira, novembro 19, 2007

Cheirinho de Castanhas é cheirinho a Lisboa

Em busca de uma reportagem fui caminhar por Lisboa. Não que só uma reportagem justifique fazê-lo...pelo contrário. Desde que me lembro que caminho por Lisboa. Muitas vezes com objectivo, outras vezes sem destino, sempre a observar o que se passa. E Lisboa, nesta altura. sabe mesmo bem.
Procurei uma rua, depois das explicações do H.. A companhia conhecia pior que eu a cidade. Descemos as escadinhas da descida íngreme (será que uma descida também o pode ser?!), quatro, uns atrás dos outros. Tempo apertado, caminhar calmo por constrangimentos alheios. Cheirinho a castanhas assadas, frio na cara (fim de tarde de outono ideal), buzinas, ventinho, semáforos...ui...até arrepia.
Descer pelos restauradores e entrar na rua por onde não se vê o Rossio. Estação do Rossio, toda recuperada e muitoooo bonita...iluminada...que linda que é Lisboa, bolas!
Sobe-se um bocadinho e vejo umas escadas do lado direito que me lembram aquele passeio, algures ainda no Verão.
Seguimos pela rua que sobe para os armazéns. Rua Garret. Só quando chegamos perto da Rua Ivens olho para trás e me apercebo que já há luzes de Natal nos armazéns do Chiado. Alguém pergunta: "Não tinhas reparado?"humm...não (penso: tenho de estar mais atenta, já me escapam evidências).
Corto à esquerda como recomendado. "Depois deves ver um largo"...hum...há uma espécie de rotunda mas os nomes das praças não coincidem...sigo mais rapidamente...porque o tempo passa rápido, principalmente quando se passeia. procuro algum sinal que me diga que vou no caminho certo.Onde está essa rua, Victor Cordon?!
Do lado esquerdo, umas grades que fazem lembrar uma prisão...e...supresa das surpresas...uma das vistas mais bonitas que Lisboa já me deu. Um miradouro ali escondido...
Fim da rua...o primeiro elemento que me diz estar no caminho certo. Há carris de eléctrico na calçada. A campaínha testemunha a evidência. Rua Victor Cordon. Agora só falta encontrar o número da porta e
esperar que seja perto. Mais uma rua a subir...e o eléctrico já passou!!

domingo, novembro 18, 2007

VERDE, VERDINHO...VERDESCO, VERDÃO...DIZ QUE SIM, QUE É O MESMO BLOG...COM UMA CORZITA DIFERENTE
Novo formato.....mais adequado ao tempo e à nova fase que se impõe.
Tento prometer...mais assiduidade...e...espero...as reflexões do costume.
erro de percepção
naquele dia não percebeu o que se passou disse-lhe que fechasse os olhos para sentir a brisa mais perto a lua iluminava o ceu estrelado e nem o chão escapava à luz forte
nada ficava na sombra nem os olhos que às vezes os cabelos tentavam esconder
confiou na luz para prendê-la mas mal as pálpebras se fecharam ela foi embora
não se apercebeu da fuga afinal já há muito tempo a presença não era sentida
quando voltou a abrir os olhos ela não estava tinha ido sem deixar rasto
sempre fora mestre em disfarces em surpresas em enconderijos quase inacessiveis daí a descontracção com que encarou mais um acaso
um dia sentiu-a sorrir tão presente a sentiu que quis falar-lhe saber como estava possuir-lhe a alma
tentou procurá-la saber onde a encontrava
sem perceber perdeu o fôlego e sentiu-se vazio era tarde esperara demasiado
ela tinha morrido.

sábado, novembro 17, 2007

Só para saber....

...será que, em última instância, se pode morrer de saudades?

terça-feira, novembro 13, 2007

Vocc Coff
É conversa sem fronteiras, gargalhadas estridentes, abraços cúmplices...
É novidades fresquinhas, segredos pouco revelados, "piadas privadas"...
É um sem número de palavras, atiradas ao ar, para alguém apanhar...
É confiança, é secretismo, é intimidade, é confissão...
É galinheiro, alarido, confusão aparente...
É tranquilidade...
É café, cigarros, sorrisos, olhares que não acabam depois da despedida...
Vocc Coff é isso tudo...os gomos todos da laranja...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Leaving On A Jet Plane

Vou mas é pregar para outras freguesias (passe a expressão).
Até já!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Se a vida é feita de etapas, de fases, de camadas...porque é que eu sinto que estou prestes a perder um bocadinho de mim?

segunda-feira, outubro 15, 2007

"Dupla Mari"


A star is born...maybe two!





quarta-feira, outubro 10, 2007

maria margarida




a minha flor
Problemáticas (in)/(e)ternas
O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. E o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto o tempo, tempo tem.

terça-feira, outubro 09, 2007

Um clássico...

Sei que pode assustar, parecer caricato e até ser muito difícil de imaginar. Mas é com algumas saudades que lembro as tardes inteirinhas em que, com a saia de veludo preta (que a avó me fez a imitar a "Tieta do Agreste" com tanta, tanta roda...que levantava completamente quando eu dava voltas sobre mim própria) rodopiava no tapete da sala ao som desta música. Foi seguramente uma das maiores bandas sonoras da minha infância.
Luz vaga

A sala escura aguarda expectante o som da primeira nota.
O palco é um todo de luz e sombra. Escuridão. Luz.
Ao fundo, como clarão, um corpo quase inerte aproxima-se do piano, num movimento compassado que encanta.
Vestido de preto, caminha como se da primeira vez se tratasse. A plateia é sempre diferente, uma conquista mútua, pensa.
Os dedos percorrem então o teclado branco e negro, ainda sem qualquer som na sala cheia mas em silêncio profundo.
O alívio instala-se nele e no auditório quando os dedos tocam finalmente as teclas e o piano entra em consonância perfeita com o ar que se respira no espaço escuro. Pessoal e colectivamente, cada um respira de alívio.
A nota soa pela primeira vez e preenche o vazio do silêncio que se instalou de repente, mal as luzes se apagaram.

As mãos percorrem a medo e a confiança as tiras brancas num movimento avassalador de tão seguro e ao mesmo tempo, virgem.
A cabeça, muito direita é abraçada por breves momentos pelos ombros. Depois, ao mesmo tempo que se levanta, agita-se desregradamente, sem destino.
Rumo ao infinito, qual estrela cadente, encontra conforto quando tropeça novamente nos ombros e finalmente os olhos encontram paz nas brancas teclas do piano negro.
Silêncio insurdecedor da plateia. E finalmente a salva de palmas de pé, que funde artista e público num só. Fim do espectáculo.
Bang

Coração aos pulos. Passo acelerado. Vento na cara. Mãos nos bolsos. Cabelo nos olhos e na boca. Lenço ao pescoço. Cheiro a fim de tarde de Verão. Sol à temperatura certa. A luz amarela que me apaixona. Os olhos ficam mais claros, tal como a vontade de ir embora.

quinta-feira, setembro 27, 2007

PASSO(-ME)


UFA!!!!!EHHHHHHH!!!!VIVA!!!!Consegui mais duas semanas...

sexta-feira, setembro 21, 2007

quinta-feira, setembro 20, 2007

A Filipe da Mata p´ro lado direito...

Tem mais luz...cheira melhor... e tem sabor a nostalgia (quem diria que ia sentir a falta da fcsh...)

quarta-feira, setembro 19, 2007

Tenho agora...

outRo Amor Diferente, outra paIO

terça-feira, setembro 04, 2007


Hace un año conoci Madrid...

Y ahora te echo muchisimo de menos...voy a visitarte pronto! Y...ya!

segunda-feira, setembro 03, 2007




Impossível enterrar na areia




Lembro-me do Verão sempre da mesma maneira.
Faziam-se concursos para ver quem era o primeiro a avistar o farol a partir do início da ponte.
Os trinta e um dias de Agosto viviam-se demorada e serenamente. As manhãs eram passadas com os pais, os manos e os tios na praia. Sandes de ovos mexidos e salsichas trazidas pela avó Petit mais ou menos à hora de almoço. Ameixas rainha-cláudia ainda a pingar de terem sido lavadas há pouco tempo. Uvas, maçãs às vezes. Sei lá! Deitavam-se as duas sereias por cima da areia quente. Implicavam uma com a outra, as irmãs queridas!
Ainda não se falava de raios UV nem de queimaduras solares, nem de cremes ecrã total. O avô aparecia entretanto, caminhava pela praia, molhava os pés. Mãos atrás das costas, unidas, e voltava para casa. A avó adormecia os manos pequenos entre os braços à beira-mar a cantar O meu menino é d´oiro, é d´oiro o meu menino, Hei-de levá-lo aos anjos, p´ra que ele seja pequenino! A meio da tarde voltávamos para casa.
Tomávamos banho em bacias de água que a mamã aquecia no fogão. A casa de banho era fora de casa, numa espécie de "avançado". Vestiamo-nos e íamos com a mamã e a titi fazer fugir as gaivotas que se passeavam ao pôr-do-sol na praia.
O mês passava-se sem grandes sobressaltos.
Depois apareceram os primeiros grupos de amigos e as primeiras "horas marcadas" para estar em casa. Os passeios de bicicleta na água que se acumulava quando a ria enchia e ultrapassava os limites. Cada ano, a conquista de mais uma hora por noite. Vieram os primos, mais e mais. Os passeios de bote à ilha. Piqueniques. Passaram anos. Grupos de amigos maiores. Amigos que foram para a faculdade. Dispersão geral.
Os avós desapareceram.
Fica um vazio enorme. A casa é cheia mas falta muitas vezes a presença de quem a enchia também. Com calma, com serenidade, sem gritos. Os dias de Verão têm sempre um quê de especial. As memórias ficam para sempre. São como o nevoeiro da Costa Nova que - como a avó dizia - "Vai abrir, de certeza!". Sim, é verdade, às vezes o dia abre mesmo.
Fica um sol quentinho que aquece a cara e o coração.
Caminho ao fim-de-semana, por agora, este ano. O pôr-do-sol acompanha os passos pelo passadiço novo, que a avó já não conheceu. Em prol das caminhadas veraneantes, a praia tem essa novidade.
É nesses passeios que mais vezes se recordam os avós, com o vento a bater na cara e o sol a pôr-se ao longe, no horizonte. Cenário ideal que ajuda a tê-los mais perto. Ao avô, que caminhava à beira-mar, de mãos cruzadas atrás das costas. E à avó, que relembro com as ondas misturadas com a areia a baterem-lhe nos tornozelos, enquanto embalava os manos à beira-mar, embrulhados nas toalhas de praia, a cantar baixinho. Parece que a oiço a sussurrar a música de embalar, quando escuto o mar que embala o pôr-do-sol.

Ó papão mau, vai embora
De cima desse telhado
Deixa dormir o menino
Um soninho descansado

Um passeio à beira-mar que dava vontade de ficar até anoitecer. Um dia destes fico.
Para o ano, porque não?

domingo, julho 29, 2007


Já viste a lua hoje?
É pena que não tenha estado igual ontem...é pena não poder haver dois dias com lua cheia, que nos encha a alma.

Ontem precisava mesmo da lua cheia. Cheguei e estavam quase todos à minha espera..qual regresso desejado. Acredita que também eu o desejava. Também eu sonhei com o momento eu que poderia abraçar-te outra vez e reconhecer os cheiros e as cores e a luz da cidade. O brilho é inconfundível. A maresia, o aroma doce do rio no ar. E o cheiro de casa? Quando voltei a entrar pareceu-me o que senti pareceu-me tão familiar como desconhecido. Afinal a minha ausência não se resume à costumeira "meia-dúzia" de dias que costumava sair todos os anos...não é?

Nunca uma decisão foi tão pensada, tão temida e tão desejada, ainda que esta caracterização seja tão docemente certeira como redondamente paradoxal.

O medo era tanto que hesitei até na hora de entregar os papéis, ainda que a sentença não fosse imediata. A experiência que - todos falavam - não devia perder; o medo de sair e nada voltar a ser o mesmo; o desafio de ouvir aquela língua que me fascinava; a vontade de receber "na minha casa" visitas que em tempos ocupavam o segundo a seguir ao despertar.

As vozes, depois da despedida, rapidamente se tornaram longínquas e menos nítidas, codificadas pela velocidade de trasferência de dados, no computador que me fez infinita companhia.

Passei a ser "eu aqui" e "vocês aí": e o aqui agora é noutro sítio...incomparavelmente...diferente.


O tempo passa num ápice...penso agora que tudo termina. E custa pensar que, além da rapidez...há também a "ausência do regresso"...

Porque por mais que se peça, com música ou sem, o tempo não volta para trás.

Mas não, não vou ficar triste. Aquilo a que me propus foi o meu melhor plano...aquele que foi traçado com a precisão de um "x-ato". E acima de tudo, aquele que passou além das palavras, dos sonhos, das iniciativas, dos pensamentos...aquele que consegui realizar depois de tantas conversas e confissões e sorrisos nervosos e cúmplices em tardes com este e aquele, em sonhos de noites de verão numa rede de pano qualquer, numa casa, num quarto, num carro. Porque deixei pura e simplesmente de tentar prever o que ia acontecer para passar a sentir o que acontecia. A pedalar ao ritmo da bicicleta em vez de fazer com que ela ande à velocidade que eu lhe imponho. Porque percebi que às vezes também importa fazer o que sinto e não, sentir o que quero.


Se a lua estivesse ontem como igual a hoje -penso agora com mais clareza - talvez as gargalhadas à luz ténue das velas compradas com todo o carinho do mundo, tivessem sido absorvidas por uma nostalgia incontrolável. Espero que não se repitam os dias..nem as noites...

A beleza e a preciosidade destas coisas que agora carrego dentro de mim..não têm o peso de um fardo...mas de um crescimento que preciso de mostrar aos outros. Porque eles vão concerteza querer saber se concretizei o sonho de muitas noites de lua cheia, de conversas cúmplices, de cafés apressados.

Ainda bem que não há noites iguais. E que cada uma guarda sempre alguma coisa especial.

Hoje a lua cheia...Amanhã?! Não faço ideia...



Como disseste uma vez:

"Eh miúda...já não temos palavras para o nosso crescimento!!"...


Isso mesmo. Sê bem-vinda!

sexta-feira, julho 20, 2007





Vislumbrá-lo ao longe


Os olhos podem não pousar uns nos outros. Pode não haver contacto de mãos a não ser durante a hora de ponta do metro quando todos são obrigados a tocar-se, por um lugar melhor no comboio subterrâneo de regresso a casa.
Custa ouvir o despertador mal o dia nasce (como parece), acordar cedo, tomar banho quando os olhos ainda ardem e comer apressada. Custa sair de casa com a brisa fria de um Verão que teima em não aparecer completamente. Porque dele se vislumbra apenas um ventinho fresco, numa esplanada qualquer, num fim de tarde diferente, em boa companhia.
Tal como o Verão que não aparece...as férias deste ano foram substituídas por...trabalho! Custa pensar que o Verão passado tenha podido significar o fim das "férias académicas" de Verão. Nesta altura resta esperar por uma aberta no horário. O tempo teima em passar depressa, como as semanas de não-férias que se vão acumulando umas a seguir às outras.
Vale o regresso de uns, muito esperados; a permanência de outros, em semelhante situação, como companhia deste Verão trabalhoso e sacrificado, mas tão desejado e tantas vezes sonhado em conversas de esplanada amarela e de outras cores também.
E vale, quase mais que tudo, o rio Tejo ali à minha frente todas as manhãs que me estende a mão no caminho para o sonho que ainda permanece de me tornar aquilo que almejo e que já sinto ser no mais íntimo do meu ser.


Porque quando vejo a luz de Lisboa no Terreiro do Paço logo pela manhã...dá vontade de nunca parar de conhecer esta cidade, cuja luz tantas vezes desejei, lá longe. Esta luz que além de iluminar o dia, prende e impede o esquecimento.

domingo, junho 10, 2007

Acabei de encontrar isto num livro sobre jornalismo, durante uma pesquisa "fortiva" nesta época final que enlouquece e nos enche por dentro de tão pequenos que somos..face à grandeza do Universo.
Copiei-o um dia...já nem me lembrava...
Tinha de ser do grande génio...

«Eu amo os meus sonhos», disse eu para alguém,
Prosaico, em manhã de inverno, que com desdém replicou:
«Não sou escravo de Ideal
E, como gente sensata, amo o Real».
Pobre louco, o ser e o parecer trocando!
É que eu amo o Real meus sonhos amando.

Fernando Pessoa

terça-feira, fevereiro 27, 2007


Sidrar


Eu sidro...

Tu sidras...

Ela sidra...

domingo, fevereiro 18, 2007


MADRID


Dizia Fernando Pessoa da Coca-Cola: "Primeiro estranha-se; depois entranha-se". Sinto o mesmo em relacao ao meu (quase no fim) ERASMUS.
As malas estao quase feitas. Roupa de Verao (ainda) e de Inverno aos montes, sobreposta com lembrancas, saudades (ja e ainda) e otras cositas más. Mas as fotografias continuam nas paredes, á espera da hora derradeira. Aquela hora em que as últimas coisas se poem dentro do último saco e se preparam para o regresso. Afinal, vou voltar para casa.

Cinco meses e meio de ausencia. Desde 4 de Setembro que estou em Madrid. Adaptacao difícil (muito mais do que imaginava). A verdade é que sempre fui um bocadinho avessa a mudancas, confesso. Mas pensava que tinha mudado. Afinal, nao tanto como isso!
Sento-me na ponta da cama coberta com a colcha azul turqueza e suspiro. Nunca pensei que esta aventura me trouxesse tantas emocoes como aquelas que vivi, que vivo e que nunca mais acabam. Encosto os cotovelos nos joelhos e parece que todo o corpo cai. Deito a cabeca na cama e olho á minha volta. O quarto pequenino, frio e humido, meu aconchego nas horas mais nostalgicas, vai ser abandonado. Todas as minhas marcas - fotografias, papelada, termoventilador, tapete as riscas, O Beijo do Klimt comprado no Rastro, desarrumacao - tudo vai deixar de fazer parte da casa madrilena.

Depois do Natal, quando regressei, senti que comecava a contagem decrescente. E essa sensacao fez nascer uma enorme ansiedade e uma angústia (diria, grandota) por o tempo estar a passar tao depressa. Mas é mesmo verdade...passou a correr.
O meu ERASMUS nao foi aquilo que eu sonhava. Sonhava com noitadas de partilha, conversas e descobertas de que me falavam com tanto orgulho pessoas que ja tinham ido e ja tinham regressado, paixoes assolapadas por tudo e por nada, gargalhadas histéricas, baldas as aulas, amizades loucas, espontaneas. Acho que tive as experiencias, mas nao na intensidade com que as sonhava. Sera que me estou a fazer entender?
Bem...adiante!
Cada regresso a Lisboa era para mim uma lufada de ar fresco. A Luz de Lisboa é incomparável. O branco da calcada inigualável e o que sinto quando chego é um conforto imenso e uma sensacao de "casa" muito grande. Conheco os sitios, os ruidos, os cheiros...e dá-me uma seguranca enorme poder encontrar pessoas conhecidas em sítios familiares. Aqui em Madrid nao era assim. Mas desde que comecei a pensar que me ia embora que me sinto em "casa" quando chego. A estranheza dos primeiros tempos contrasta agora, fria e cruelmente com a sensacao de que me sinto bem, de que já conheco sítios e já sinto a cidade como minha. Agora nao me importo de andar por ai a deambular sozinha, nao me importo de rir quando fixo o olhar nos homens-estátua dos preciados e eles sorriem, nao me interessa estalar os dedos no metro quando vibro com a musica nos headphones alheios...porque Madrid já e minha. Já a sinto como familiar, como um sítio que conheco, como companheira cúmplice e discreta de aventuras, risotas, brincadeiras, dancas e cancoes, paixoes, ERASMUS.
Gosto de passear e poder responder a turistas onde é a estacao de metro mais próxima, quanto tempo demora a viagem até Segovia, quanto custam os bilhetes de autocarro e a que horas fecha o Mac de Cuatro Caminos. Gosto quando tocam a campainha e nao se percebe nada do que dizem, quando vou a descer as escadas do metro aqui mesmo a porta de casa (e so atravessar a estrada) e sentir o vento a soprar no cabelo. Gosto de chegar a Ciudad Universitaria e ver que o sinal do semáforo está verde para eu passar, e sentir que ha na cafetaria o cheirinho de napolitanas de chocolate e montes de gente da mesma idade que faz as mesmas coisas que eu e rapazes a jogar rugby no campo enlameado e sempre cheio de pocas de água mesmo atrás do edificio novo da faculdade. E gosto que ninguém perceba o que digo quando falo portugues e gosto dos amigos que fiz e de passear pela Calle Mayor e de me sentar na Plaza Mayor e de sentir que tenho a orelha vermelha por isso é sinal que a mesma hora alguém de quem gosto muito e que gosta muito de mim, está a pensar em mim. E o que gosto mais é de nao pensar nesta despedida como uma coisa definitiva. E certo que ERASMUS termina e nunca mais vai ser o mesmo. De turista passei a residente e com a mesma rapidez e intensidade vou voltar a condicao inicial. É incrível como os ciclos se repetem e ainda mais incrível eu sentir - como digo tantas vezes - que a intensidade com que sinto querer voltar é a mesma que me faz pensar remotamente que poderia ficar mais. Porque acho que aquilo que nao podemos mudar a partida se torna mais desejado (pelo menos neste caso). Porque decidi partir e neste momento apetece tanto ficar. Porque as companeras de piso, Cuatro Caminos, o Carrefour, o Sol, o Paseo do Prado, o Reina Sofia, a Gran Via, a musica clássica a porta da Fnac dos Preciados, os passeios pela Calle Arenal desde a Opera até ao Palacio Real e a minha Plaza Mayor me vao fazer tanta falta.
Porque este misto de emocoes so me faz sentir que estou maior, mais sensível a realidade, e me sinto como tu disseste T., que o crescimento nao "cabe mais em nós". Porque me sinto cheia de tudo e de nada, porque vai custar dizer Adeus (melhor dizer hasta ahora) e me vai dar tanto prazer refazer a rotina.
Madrid faz parte de mim porque, sinto, nao consigo descrever tao bem como gostaria aquilo que sinto por ela. E porque já tenho saudades e ainda nao fui.
Dizia eu quando vim..naquele post remoto cheio de nostalgia portuguesa, de saudades enormes, de falta de tudo aquilo que a mudanca me tinha tirado...Lo importante es volver. Digo o mesmo agora que regresso. A frase vai ficar para sempre. Muda o objecto. Como está tudo sempre em mudanca, resta esperar pela próxima paragem. Nao será ERASMUS porque esse nao se pode repetir. Mas será certamente por outro motivo qualquer. Porque em mim...há tantas recordacoes como há sonhos por concretizar. E como dizia o poeta...parar é morrer!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Última Hora


Comunicado Oficial
Por motivos até agora desconhecidos (aparentemente de carácter muito forte), alheios ao próprio S. Valentim (percursor e responsável deste dia tao falado e especial), fica adiado o dia 14 de Fevereiro, vulgo comemorativo dia dos namorados para a semana que vem. E em decreto geral passará a chamar-se Dia dos Super Namorados.


E aí sim...vamos comemorar. Vale?!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A descoberta do dia...

Hoje aprendi a justificar os textos do blog! E também outra coisa que agora me esqueci...(sera que ja a "desaprendi"?)...ah...e ja converti o meu blog as maravilhas de Google account...nao sao magnificos estes progressos das novas tecnologias? Quem diria que um dia poderiamos fazer tal coisa!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Amanha é outro dia

Ha tantos dias que se sentia cansada. Acordava sem saber o que fazer apesar da papelada se juntar na escrivaninha empoeirada. Mas cada dia lhe parecia que o acumular nao era suficiente para incentivar a limpeza. E entao deixava passar os dias entre os pensamentos e os sonhos repetidos que tentava nao esquecer. Logo que acordava de algum deles, apressava-se a pegar no caderninho azul com a estrelinha amarela ao canto e a escrever com detalhes aquilo que sonhara. As vezes parecia-lhe infantil mas o Dr. V. tinha-lhe dito um dia, numa tarde chuvosa, que talvez escrever os sonhos em papel ajudasse a enfrentar os medos que tinha.
Depois de escrever com todos os detalhes o sonho, voltava a tapar-se. Metia até a cabeca debaixo dos lencois, para que a luz que entrava pela janela sem portada nem persiana nao lhe fizesse fugir a continuacao do seu sonho. E a vontade de regressar ao mundo do sonho que tinha deixado para tras afunilava com a sensacao do corpo a perder o peso e a levitar (parecia-lhe que levitava, nao era?).

terça-feira, janeiro 30, 2007


Como o dia é tao especial e as lembrancas tao presentes apetece dizer a toda a gente que te adoro. É bom saber que nos guardámos tao bem e que já sabemos tanto um sobre o outro. É como se o tempo tivesse passado e deixado as suas marcas, mas o fascínio do primeiro dia se mantivesse intocável, perante tantas provas e tantas tormentas.
É como se tivessemos conseguido proteger o mais importante na redoma mais forte (nunca pensei que pudessem existir redomas blindadas). E tudo, em simples segundos, se aglomera num filme perfeito de imagens que se sucedem, de datas que se celebram, de musicas que marcam compassos tantas vezes descompassados.
Nem sempre juntos mas nunca separados, disseste um dia. Bom saber que posso contar contigo para o que der...e vier..

Por mais 6 vezes 6 vezes 6...porque parecem infinitos...muito mais que seis...e ainda tanto que disfrutar..tanta descoberta que ai vem...
Vamos?


Mas espera...espera por mim...espera que eu regresse. Entretanto, quero que recebas, de bracos abertos e com toda a calma e serenidade do mundo...um abraco a distancia e um beijo que pode ser de saudade, de carinho, de atencao, de preocupacao, apaixonado...e tudo mais que precises... Muitos Parabens!!

Aí sim...vou também sentir a resposta da tua parte a pergunta que fizeste. Sim..quero namorar contigo! Parabens outra vez, pequeno! Hoje é o Nosso dia!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

22...
...Ca estou eu!!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Sim?

O bater do pe repetido no chao da calcada branca manchada pelos pes dos que passavam, denunciava a ansiedade. E talvez tambem a falta de maturidade que algumas vezes acusavam de ter. -Devo ter desculpa-, pensava...afinal os dias nao eram todos iguais e sentia sempre o friozinho na barriga em horas como aquelas.
O telefonema veio sem avisar. Nao e que nem todos avisem que vem, mas naquela manha, ainda a dormir, sentiu o toque do telefone. Como nada fazia prever reaccoes como aquelas, levantou-se com sobressalto e pousou o auscultador na mesinha de cabeceira. O sinal de impedido do outro lado denunciava a chamada curta e avassaladora.

(-Sera mesmo isso que queres?)

De joelhos no chao, flashes de imagens abatem-se num pensamento filmico, regrado e rapido. Imagens, imagens, imagens. Momentos, lembrancas, emocoes. Volta sentar-se na cama e escuta o relogio.
-E preciso pensar coerente e rapido. - reflecte.

(-Isto e mesmo verdade?)

Agora um calor avassalador passa por todos os membros e parece que a cabeca explode de dor. O coracao dispara qual revolver accionado por um simples pulsar de dedo. A voz volta a cabeca e, agora vem um frio assustador gelar-lhe tudo aquilo que faz do seu corpo, humano.

(-Para que sentir?)

Encosta as costas a cama desfeita e pousa os cotovelos nos joelhos e a cabeca nas maos, que tremem sem parar. E preciso pensar. Pensar rapido e agir. Profunda(mente). Telefonar nao vai resolver. Nao restitui. Nao resolve. Nem sequer da comodidade. Mas fazer o que? Esperar? Pensar? Dizer tudo ou nao dizer nada? Insultos? Devaneios? Sentimentos de si e de outro que parece o mesmo? Confusao avassaladora. Branco. Quebra.
A calcada suja denuncia tambem os passos de quem tem estorias para contar.
- Sera que passamos por ela alguma vez em silencio? Ler-nos-ia ela os pensamentos, agora?
O tempo atrasa o encontro. A ansiedade aumenta a cada segundo. E neste impasse, nesta instabilidade e nesta incerteza, e dificil identificar o bom e o mau, o que partilhar e o que guardar, o que fazer...
Esquecer?
-Parar de bater o pe. Talvez assim acalme este instinto de querer mais e pedir impossiveis. Isso...maturidade.

segunda-feira, dezembro 18, 2006


Alimentar passaros


As maos, envelhecidas e amareladas pelo tempo, eram testumunho dos anos idos em que trabalhava na fabrica de tijolos, nos arredores da grande cidade. Foram tempos dificeis esses. A mulher e os tres filhos pequenos recebiam-no de bracos abertos, mesmo que o dinheiro tardasse para pagar as contas acumuladas na mercearia da rua.
A saida, fazia-a ainda de noite, quando todos dormiam. E as maos, aquecidas no caminho, uma contra a outra, eram a sua companhia, bem como os pensamentos. Pensava no momento em que voltaria para casa para os abracar e saber do que tinham feito durante o dia. A sua princesa, acendia o fogao de sala improvisado que aquecia os pequenitos. Mas eram, sem duvida as conversas sobre os dias que aqueciam os coracoes. O poder dos olhares era tanto que nada o igualava. E trocavam ideias, pensamentos, segredos que mais ninguem sabia. Eram pessoais e exclusivos do nucleo familiar.
Depois de parar de trabalhar, os dias encheram-se mais desses pequenos momentos, ainda que os pequenos se tenham convertido em grandes e abandonado temporariamnete a casa paterna. As dificuldades nao sao agora tanto as economicas mas as de encontro. Agora quando chega ja nao tem princesa e tres principezinhos a espera. A princesa esta, efectivamente, agora mais velha e casmurra, mas preserva o sorriso que o fascinou e as preocupacoes que sempre a caracterizaram. E continua a acender a lareira para que as maos dadas se aquecam depressa.
Quanto aos pequenotes seguiram a sua vida (como tem de ser). Alem das frequentes visitas (ja que, por sorte, vivem perto), conservam a alegria e a forca da juventude, que ajuda a encarar cada dia como algo totalmente novo.

Ele, caminha pelo parque. Solitario, pisa as folhas caidas e amareladas do Outono. Sao esses os seus dias. Alimentar passaros. Encontrei-o ontem com a alegria que, creio, foi sempre sua. Queriamos tirar uma fotografia a retratar o seu "oficio". Disse, como quem esta convencido de que tem razao, que a "fotografia perfeita" seria comigo a alimenta-los, eu mesma.
Como sempre, temi pela impressao que o pequenitos pudessem provocar na minha mao; qualquer movimento repentino da minha parte poderia ser fatal.
Por outro lado, nao queria perder a oportunidade. Aproximei-me. Pareceu-me um momento eterno, aquele. Daqueles que nunca mais se repetem e, no entanto, prevalecem.

Eu tambem ja alimentei passaros.

sábado, novembro 18, 2006


Fumava uns cigarros atràs dos outros. O fumo, segregado pelos làbios, deixava um doce cheiro no ar. De dia, fumava-os rapidamente, à entrada dos cafés, das livrarias, das lojas de musica. Nas esplanadas, tentava afastar-se de quem nao o fazia. Mas de noite, os cigarros eram a companhia das noites frias, e ela sabia-o. Escrevia poesia enquanto os agarrava entre os dedos da mao esquerda. O s dedos, amarelados pelo vicio, eram testemunho das noites sem dormir e dos dias a correr, passados entre os dois trabalhos que o dividiam.
Mas à noite, era diferente. A luz vaga do candeeiro na mesa ao fundo do quarto, iluminava pouco as caras e deixava a imaginacao trabalhar. Quando batiam à porta, ele sabia quem era so pela maneira como os dedos assentavam na madeira clara e oca. Nem precisava de dizer-lhe que entrasse. A vontade era maior que tudo e apressava-se a perguntar como tinha corrido o dia. Respondia-lhe apressada que, « -Bem ! » e aproximava os labios da testa dele, dava-lhe um beijo e dizia-lhe « Até amanha ».
O jogo comecava. Ela dizia que nao num compasso calculado entre a ficcao e a realidade. Dava razoes mais que plausiveis para serem felizes para sempre. Acreditava e fazia-o crer tambem.
O cigarro dava calor quando ela saia a meio da noite sem avisar e o deixava acordar com a ideia de que tinha sido tudo um sonho. Os làbios rosados nos ombros descobertos sentiam a pele macia e arrepiavam-na sempre. Ela suspirava com vontade de o abracar mas deixava-se embalar por aquele toque carinhoso.
-Amas-me?
-Claro. Sabes que sim.
Pegou no cigarro e deu uma passa profunda. Partilharam o mesmo cigarro e deixaram-se contemplar um pelo outro. Afinal, ela sempre achou que partilhar um cigarro era das coisas mais romanticas.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Num milesimo de segundo
E quando ela, la ao longe, o viu dizer Adeus, pegou nas forcas que lhe restavam e gritou:
-Quero que toda a gente saiba que te amo!

Depois caiu exausta no chao frio da rua e sentiu-se morrer.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Era sempre da mesma maneira. Acordava quando o sol se punha e com ele nascia todos os dias. As piadas nunca eram as mesmas e os pensamentos sobre ela eram recorrentes. Uma vez, cairam os dois à entrada daquela igreja alta e familiar, naquele largo onde tantas vezes se despediram. Sorriram e ficaram imoveis a espera que o momento ficasse para sempre. Ele dizia que tinha a sensacão que era sempre ele que dizia adeus e ela queria dizer-lhe que não mas também o sentia. Ficavam montes de vezes a olhar um para o outro e as conversas eram tão envolventes que conseguiam que se passassem horas sem que nunca um assunto fosse repetido. Sorriam juntos e cada um no seu mundo, quando, no balanco do dia, desejavam estar juntos.
Ele pedia-lhe muitas vezes para dancar no meio da rua. E nessas alturas criavam um mundo so deles e nao davam pelos olhares e sorrisos dos outros que passavam (e passavam mesmo). Quando as cartas comecaram a ser assiduas, ela achou que estava apaixonada. Ai, tudo aquilo que pensava se desvaneceu. A fortaleza edificada dissipava-se a cada abraco, a cada sorriso, a cada beijo, a cada toque de maos. E quando ele desapareceu naquele segundo em que o despertador tocou, ela continuou a sonhar com ele.

terça-feira, outubro 31, 2006


As nossas cores


Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodovar
Cores de Frida Kalo
Cores

Passeio pelo escuro
Eu presto muito atenção no que o meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um carro
Uma casca
Uma cápsula protectora

Ai eu quero chegar antes
Para finalizar
O estado de cada coisa
Filtrar seus graus

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Dos meninos que têm fome

Pela janela do carro
Pela janela do quarto
Pela tela
Pela janela
Quem é ela
Quem é ela
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Escolho meu modo
Me mostro
Eu canto:
Para quem?

Pela janela do carro
Pela janela do quarto
Pela tela
Pela janela
Quem é ela
Quem é ela
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle

Eu ando pelo mundo
E meus amigos? Cadê?
Minha alegria?
Meu cansaço?
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado!
Pela janela do carro
Pela janela do quarto
Pela tela
Pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle
nãnãnã...nãrãnãnã...

Adriana Calcanhoto



("Nem sei ao certo se a letra está certa"...só sinto muito as saudades destas noites em que ficamos, com toda a serenidade e alegria do mundo, a conhecer-nos melhor. E é nestas noites que o mundo parece estar aos nossos pés e todas as cores têm o sabor da amizade mais forte e mais pura do Mundo.)

quinta-feira, outubro 26, 2006


Que me dizes a um Erasmus a copo?
(irresistìvel...)

terça-feira, outubro 24, 2006

Pessoa: do Lat. persona, s. f., ser ou criatura da espécie humana; ser moral ou jurídico; personagem; individualidade.

Pessoas lindas
Pessoas estranhas
Pessoas simpàticas
Pessoas tìmidas
Pessoas que nos dizem muito
Pessoas a quem nao somos nada
Pessoas especiais
Pessoas desafinadas
Pessoas desajeitadas
Pessoas que gritam
Pessoas que choram
Pessoas que se defendem
Pessoas inteiras
Pessoas em construcao
Pessoas crescidas
Pessoas pequeninas
Projectos de pessoas
Pessoas boas
Pessoas màs
Pessoas alegres
Pessoas sem vergonha na cara
Pessoas corajosas
Pessoas destemidas
Pessoas aventureiras
Pessoas que sabem
Pessoas que nao fazem ideia
Pessoas presentes
E pessoas que nunca estao
Pessoas fortes
Pessoas friorentas
Pessoas caladas
Pessoas altas
Pessoas baixas
Pessoas que pensam alto
Pessoas que nao chegam aos calcanhares
Pessoas futuristas
Pessoas tal qual sao
Pessoas assim.
Tudo Pessoas.

domingo, outubro 22, 2006

Imagens Reais

O horror, o drama, a tragédia!!!
Madrid, a movida e a aventura Erasmus...tudo junto...agora em imagens!!!

(é isso mesmo...criei o meu proprio fotolog...durante Erasmus hà mais uma oportunidade para saberem da minha vida...agora com ilustracao!!!)

www.fotolog.com/mianocas

Visitem e comentem!!!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Inverno

Custa-me abrir os olhos de manha...olho pela janela e vejo tudo escuro. E é impossivel perceber o que se passa na rua através da janela, impossivel saber o que vestir, se esta frio, se esta calor, se chove...

Os olhos ardem-me e depreendo que seja pela impossibilidade de adaptacao à luz...ardem-me tanto...
Hà vida nesta cidade pela quantidade infindàvel de vezes que consigo ouvir a sirene de ambulancias ou bombeiros na enorme avenida onde moro; fica mesmo junto a uma grande rotunda que faz a ligacao entre quatro caminhos...é assim que se chama: Quatro Caminhos. Alguma vez tive quatro caminhos a escolher? Normalmente, creio, sao apenas dois...nem sei se seria mais fàcil escolher entre quatro...seriam...este, aquele, o outro e o outro...nem poderia estar perante um dilema..senao um grande dilema...melhor...um quadrilema.

Pois é, para sorte ou azar calhou logo viver em Quatro Caminhos...para o melhor e para o pior...como estes textos que escrevo.

Desde que aqui estou que nao me surgem grandes temas para alem da propria da experiencia que ando a viver. Tudo o que vem a cabeca esta relacionado com ERASMUS; é inevitàvel que se fale disto e nao consigo evitar pensà-lo em palavras. O pior é que dessa pasagem para a escrita sobra muito pouco e parece-me tudo tao limitado...tao sem sumo?!!

Acordo. Destapo-me. Ponho os pés mornos no chao branco e frio. Espreito pela janela e nao vejo nada. Olho, tento ver para além do vidro e para alem dos sons que ja me invadiram os ouvidos desde o primeiro momento. E de repente é hora de despachar. Hora de correr, de apanhar o metro. De pensamentos matinais. De observacoes a olho nu de uma realidade com a qual tantas vezes jà me identifico e outras tantas me causa repulsa, desalento e tristeza. E tento perceber as palavras. E corro para apanhar o semàforo verde quando jà pisca.
Respiro este ar. Bebo palavras, atitudes, caras e expressoes quotidianas de tanta gente com que me cruzo diariamente. Volto a casa e espero ansiosamente. E sinto-me, às vezes, tao mais vazia do que gostaria...

terça-feira, outubro 03, 2006

Já te tinha visto antes sem dar por ti.
Tinha-te imaginado sem te conhecer.
Sonhei contigo. Noites e noites. E noites.
E sorri tantas vezes a lembrar-me das tuas graças.
E no mais íntimo do meu ser, sinto-te dentro das entranhas da minha alma. Em cada bocadinho do que sou eu.
E é sempre tudo tao especial. Tao quente. Tao solarengo. Tao mágico. Tao nosso, nao é?

E depois colaste-te. Colei-te. Deixei-te ficar. Quis sempre que ficasses.
Gosto. Gosto muito. Adoro. Adoro mesmo. Gosto de adorar gostar de ti.
AQUI


Aqui nunca fica de noite.
Aqui o metro é caótico, o ar pesado, todos se atropelam e falam ao mesmo tempo. E sempre alto.
Aqui faz muito calor...e dizem...também muito frio.
Aqui as pessoas sao diferentes umas das outras. Há pessoas de muitas nacionalidades que falam muitas línguas e riem e choram e gritam de maneiras distintas.
Aqui quase todas as "chicas" têm piercings na boca.
Aqui todas se pintam, de noite e de dia.
Aqui todos os dias, ao fim da tarde, as ruas enchem.
Aqui há barulho na rua e feiras ao Domingo e velhinhos à conversa sentados nos bancos das praças e tapas caras e miúdos a correr pelos jardins quando o calor de Verao amaina.
Aqui o movimento é intenso.
Aqui os cheiros misturam-se, ouvem-se gargalhadas e vêem-se sorrisos e amigos aos abraços e namorados de maos dadas,
Beijos apaixonados e sorrisos cúplices.
Aqui os prédios sao altos e escuros e nao se percebe., da janela, o tempo que está.
Aqui as praças sao amplas e o sol ilumina as caras e os corpos.
Aqui tudo é novo.
Aqui por isso, tudo é estranho.
Apesar de já ter cheirado, sentido, ouvido, visto e imaginado.
Aqui. Isto aqui.
Aqui.

segunda-feira, outubro 02, 2006


Quando?

sábado, setembro 09, 2006

Lo importante es volver


O calor aperta. Num Verao qualquer eu nao estaria aqui. As marcas brancas da estrada passam por mim a toda a velocidade e o desconhecido aproxima-se a um ritmo galopante. Alucinante. Desesperadamente assustador. O vidro aberto balança os cabelos mas nao refresca. O ar está quente, seco. Tenho as maos quentes. A garganta seca. A cabeça cheia. Gosto de memórias. Gosto de recordaçoes. Do passado. Gosto de saudades. E já as tenho. Elas nao me largam.
Um placard luminoso na autoestrada. Lo importante es volver. Sei que faz parte de uma campanha publicitária qualquer. Para se ter cuidado. Para se conduzir com prudência.
Para mim é muito mais. É um pedido. Uma lembrança. Um sinal.

Um desejo.
Desejo rever-vos o mais rápido possível. Quero Erasmus. Quero ainda mais voltar. Quero sentir-vos. Quero ter-vos. Quero saber-vos aqui, ali, lá comigo. Onde for. "Para o Infinito e mais além". Como no Toy Story. Tenho Saudades.
Isso mesmo. Permito-me alterar o sentido do sinal. Do aviso. Do desejo. Da brincadeira. Lo importante es ir. Y despuès volver.

sábado, julho 22, 2006

Para o Avo Jú, com todo o carinho e saudade que sinto dele.
É impossível passar indiferente pelos momentos, pelas memórias, pelas fotografias.
As lembranças percorrem-nos a cada palavra, a cada lágrima, a cada pensamento.
É impossível não lamentar a situação,
Impossível não sofrer.
É impossível esquecer o Avo Jú,
Impossível pensar que é o fim porque, acredito,
É impossível o avo caber apenas no caixão onde o corpo descansa,
Impossível descreve-lo, caracterizá-lo tal qual ele é.
Porque é muito mais do que o corpo que pereceu.
É o amigo de todas as horas,
O marido, o pai e avo exemplar.
Além disso, é o Homem,
Humilde, sério, correcto
Sempre tão dedicado e tão orgulhoso,
Tão carinhoso e sincero.
Impossível é que fique para sempre longe;
Porque agora está mais perto de todos,
Bem dentro de cada um de nós, onde vai ficar para sempre.
19.06.2006

quinta-feira, julho 06, 2006


Treinadora de Bancada

O que eu gostava mesmo era...

...que o Ricardo Carvalho não tivesse posto o pé;
...que o Nuno Gomes tivesse entrado em vez do Postiga ou que houvesse 4 substituições;
...que o tempo pudesse voltar atrás e pudessemos marcar uns e evitar outros.

A inevitabilidade do tempo é uma coisa tramada...quase sempre. E às vezes são os melhores que perdem! E o melhor foste tu, Portugal! Parabéns!

quarta-feira, junho 21, 2006

A.M.O.T.E.

O meu sol não é o que ilumina o teu dia.
Nem a tua lua é a mesma que transfigura a minha noite.
Buscamos complementaridades de maneiras tão diferentes que não as encontramos.
A subtileza e a evidência contrastam tão intimamente que se substituem em simultâneo sem darmos por isso.
A urgência de to mostrar motiva o que te digo sempre. Para ver se um dia tu paras de pensar que não...
E acreditas