
quarta-feira, novembro 05, 2008
'Cause things can change

sexta-feira, outubro 31, 2008
A lição de Charlie Chaplin
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile
“Smile”, Charlie Chaplin
quinta-feira, outubro 30, 2008
"Ninguém escreve como eu"
quarta-feira, outubro 29, 2008
Ninguém vive por ti
Respira-te, sorve o oxigénio que precisares, não abdiques do ar que é teu.
Inspira os teus ideais, os teus sonhos.
Equilibra forças com os teus pesadelos. Convive com eles.
Observa o passado de cima, abstrai-te do facto de teres sido tu a personagem principal dessa estória.
Aprende com as aventuras e com as desventuras.
Observa os teus movimentos passados.
Analisa-te. Elogia-te. Critica-te.
Planeia o futuro com a vivência do presente.
Respira-te.
Sê, contigo.
segunda-feira, outubro 27, 2008
O poema
terça-feira, outubro 21, 2008
Abana a cabeça a dizer que não

Os meus braços, doridos, vão estar prontos para te receber. Para te aninhar quando quiseres. Basta vires.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Do reencontro

sábado, outubro 11, 2008
sexta-feira, outubro 10, 2008
quinta-feira, outubro 09, 2008
Ensaio

Carta aberta ao meu amor II
quarta-feira, outubro 01, 2008
'Fazer as malas'
Tanto tempo, na vidinha, sem grandes agitações...e de repente, as coisas mudam. Habituados à vida de sempre, a uma realidade que se tornou rotina, a termos as mesmas pessoas, sempre nos mesmos sítios, pensamos que a vida não pode mudar assim tanto, num ápice, num simples piscar de olhos. E de repente, previsivelmente ou não, de modo esperado ou surpreendente, as coisas mudam. Fazem-se malas, segue-se viagem. Mudam-se vidas. Num ápice dizem-nos que morreu, que entrou, que vai mudar de país, ou de continente, ou de vida. Que vai tentar ser feliz noutro sítio, procurar casa noutra realidade. Que se apaixonou e vai embora, atrás desse amor. Que, de um momento para o outro, a vida se tranfigura, o quotidiano se transforma, e deixamos de nos poder encontrar a todas as horas, quando apetece. Porque as distâncias, de repente, deixam de poder ser apenas psicológicas. Passam a ser físicas. Daquelas que é preciso entrar num carro, apanhar um avião, sonhar acordado. Embarcar.segunda-feira, setembro 29, 2008
Se eles falassem
...a tua cabeça encostada ao meu ombro naquele banco naquela noite foi só a confirmação de que o teu cheiro não me é indiferente. De que os teus olhos me dizem mais do que todas as cartas que me possas escrever. De que mais tarde ou mais cedo, nos vamos encontrar impreterivelmente. Se eles falassem, iam citar-me com uma palavra apenas. 'Quero-te'.
domingo, setembro 28, 2008
Teriam histórias que contar

sexta-feira, setembro 12, 2008
Índice de um ecossistema
A casa ilumina-se para juntar amigos, todos espectadores atentos de um percurso. São interlocutores, participantes. Opinam, riem, conversam, discutem ideias. A música de fundo confunde-se com os elogios, as gargalhadas, os abraços de orgulho, os sussurros. Palavras breves para uma alegria que não cabe em letras, em sons. Mas que se sente. Comentam-se as linhas, as cores, a música, o espaço. A Índice, por não ser apenas uma encadernação de páginas, enche de luz a sala, enquanto o dia anoitece. Índice é uma 'encadernação' cuidada de amigos espalhados pelo mundo.
Comenta-se o caminho. Percorrido em muitas horas. Em muitos dias. Em muitos sonhos. Índice não é uma revista. É um ecossistema.
*A nova revista dedicada aos textos e à cultura dos textos.Dedicada aos livros, autores, editores, livreiros e leitores de todas as espécies.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Carta aberta ao meu amor I
O nosso amor é perfeito. O problema, é que ainda não acreditamos.
Sempre que te vejo, fraquejam os pés e as pernas tremem. Antes, já o coração bate acelerado. Os olhos piscam mais rapidamente e, às vezes até a garganta me seca com medo de não ter tempo de te dizer, mais uma vez, que te amo.
As palavras, a mim, parecem-me sempre pouco quando posso beijar-te. Quando estás por perto, é fácil fazer-te feliz. Sofro aquando das despedidas, quando olhamos demoradamente e repetidamente para trás, a ver se prolongamos o momento. Não que queiramos prolongar a despedida, mas queremos prolongar a presença.
Para mim, meu amor, a perfeição és tu. Cheiras a ti, falas como tu, questionas, andas, sorris, corres, refilas. Como só tu sabes. Para mim, o amor tem o teu nome. Olhado por mim és perfeito. Sempre o foste só que ainda não sabias. Sempre soube que eras o tal. "És a luz da minha vida", disse-te um dia. E tu acreditaste. Porque acreditar é amar e confiar. É ser destemido. Enquanto se ama, não há espaço para cansaço nem para desistência. Não há tempo para tempos separados. Quem ama quer, deseja, está, acredita. Quem ama fica. Quem ama não foge (já te tinha dito?). Quem ama sussurra para ser ouvido, abraça para dizer que está, beija para existir.
Por minha vontade, o nosso mundo teria apenas uma peça. Tu e Eu.
'Talvez'...ou mais uma 'não-resposta-tua'
Talvez não sejas tu, nem seja eu, nem tenhamos nós que existir
Talvez devesse simplesmente deixar fugir o momento, em que dentro de ti navego e sonho e acordo a rir
Talvez tu não sejas mais do que tudo aquilo que a minha imaginação quis criar
E não sejas bom nem mau, não sejas forte nem fraco, não tenhas por dentro tanto além daquilo que eu vejo por fora (e que, aqui entre nós, é pouco...)
Talvez a razão não me acompanhe nesta viagem e eu percorra a estrada apenas como um louco, sem pequenas questões nem grandes respostas.
E então, poderão perguntar-me:
- Mas afinal, porque gostas?
Talvez eu nesse instante possa responder que é justamente
esse não sei quê, que nasce não sei quando, vem não sei como e dói não sei porquê que me faz acreditar."
Luís Vaz de Camões
Querido Euromilhões...
quinta-feira, setembro 04, 2008
Ecoa em mim
She tastes like the real thing
My fake plastic love.
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run.
And it wears me out, it wears me out.
It wears me out, it wears me out.
And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time.
Oh, oh."
quarta-feira, setembro 03, 2008
Desculpa-me, mas...

terça-feira, agosto 26, 2008
Vem...
sábado, agosto 16, 2008
O Assobio (Canção do Avô)
Naquele dia, pareceu que o tempo parou. As horas teimaram a passar, o ar estava denso, o tempo húmido e quente. A tensão à volta da pequena igreja era muita. Abraços sentidos, beijos sem dar por eles, chamadas de apreço e carinho e que pouco ajudam numa altura daquelas. Todas as palavras são pensadas e sinceras, mas poucas para exprimir aquilo que se sente, numa altura em que parece que o cérebro está gelado e vazio. Ao mesmo tempo, as memórias acumulam-se quais relâmpagos que teimam ameaçar uma tarde de festa. A notícia caiu como bomba, ainda que esperada. Na verdade, nunca ninguém vê o dia derradeiro como algo efectivo e ao qual não se pode fugir. É tão longínquo e tão certo que impressiona.
Pelas saudades, e por todo o resto. Porque vamos, de certeza, lembrar-te este mês. E porque nunca as palavras são sentidas o suficiente e suficientemente eficazes para exprimir as saudades que temos tuas. Ofereço-te esta música, desejosa de que nas lembranças, nos acompanhes na nossa praia de sempre. (escrito em Julho)
o coração não bate. apanha
I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Fall off the table,
And get swept under
Denial, denial
The infrastructure will collapse
From carpet spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband 'good night'
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Fall off the table,
And get swept under
Denial, denial
Denial, denial
Your ears are burning
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial
segunda-feira, agosto 11, 2008
latitude longitude coordenadas e vice-versa
quarta-feira, julho 30, 2008
.
domingo, julho 27, 2008
Nos fios do novelo

Here comes that sun again
That means another day without you my friend
And it hurts me to look into the mirror at myself
And it hurts even more to have to be with somebody else
And it's so hard to do
And so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away
So many people to love in my life
Why do i worry about one
But you put the happy in my ness
You put the good times into my fun
And it's so hard to do
And so easy to say
Sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away
And head for the door
We've tried the goodbyes
So many days
We walk in the same direction
So that we could never stray
They say if you love somebody
Then you have got to set them free
But i would rather be locked to you than live in this pain and misery
They say that time, will make all this go away
But it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterday
And once again that rising sun is a droppin' on down
And once again you my friend are no where to be found
And its so hard to do, and so easy to say
But sometimes
Sometimes
You just have to walk away
Walk away
Turn and head for the door....
Walk away
quarta-feira, julho 23, 2008
the race is long, and in the end, it’s only with yourself
Pensa, às vezes, que com as temperaturas extremas, o mapa pode perder-se. Desaparecer. Sente receio de que, de tantos caminhos percorridos, a estrada lhe pareça demasiado confusa e sinuosa para manter o essencial. Questiona-se nos 'tempos mortos' sobre o que será de si sem isto ou sem aquilo, como será a sensação de 'não-estar', de 'não-fazer', de 'não-ser'. Pergunta-se se, um dia, terá tempo e disponibilidade para descansar. Porque enquanto houver sonho por realizar, enquanto a estrada continuar infinita e não houver sinais de que vá acabar, deseja que o dia ganhe mais 24 horas para poder fazer tudo aquilo a que se propõe, sem correrias de última hora e podendo ouvir os segredinhos soprados pela brisa que, às vezes, o bulício da cidade teima em tornar imperceptíveis.
sábado, julho 19, 2008
terça-feira, julho 08, 2008

segunda-feira, julho 07, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
sábado, junho 21, 2008
É contigo
quinta-feira, junho 19, 2008
Pasión
O palco, a um canto, dá uma visão panorâmica ao espectáculo. Ninguém fica de fora, mesmo aqueles que espreitam por entre as colunas do claustro, no primeiro patamar. A envolvência, as luzes, o contraste entre as sorrisos e os olhos emocionados, compõem o cenário que acompanhámos, apaixonadamente. As recordações assumem um carácter fílmico, memórias que se amontoam por entre pó e luz, como se a partilha valesse a pena, apenas em silêncio. Porque a música estava lá, ao vivo e a cores. Entre as colunas daquele claustro mágico.
quinta-feira, junho 12, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Manuela Ferreira Leite cancela encerramento de campanha por razões pessoais
E perguntam vocês: como é que a manela cancela uma coisa tão importante?Estará doente? Estará com medo?Com falta de disposição?
Não!! A Manela cancelou a sessão porque......tcharã...vai ver a Amy Winehouse!!!
quarta-feira, maio 28, 2008
Chuva torrencial no fim de Maio?
quarta-feira, maio 14, 2008
Péssimaaa...
quarta-feira, abril 30, 2008
Graças
domingo, abril 20, 2008
Ai, ai, aiiiiii
Não tenho tempo...
Não tenho computador à mão...
não tenho inspiração...
não tenho tempo.
sábado, março 22, 2008
Segredo de amigos
A minha cumplicidade com Madrid, foi-se construindo como se de um amigo se tratasse. Madrid cativou-me, com toda a agitação, o bulício, a animação, a variedade característica de toda a cidade grande que se preze. E porque tudo tem o preto e o branco, o quente e o frio, o yin e o yang. Madrid também me cativou pela eterna, calma, e tranquila descoberta que foi o tempo em que lá estive. Fui reviver Madrid faz agora uma semana. Madrid não será a mesma, de cada vez que lá vá. Mas rever e reviver um amigo de sempre, é sempre esta dualidade. De quem se conhece, mas de quem deixa sempre alguma margem para se conhecer melhor. Como os amigos, nem tudo se desvenda, não vá a evidência corroer a saudade e matar o desejo de rever.
sexta-feira, março 21, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Rapariga de ouro!

You're dependable and hard working. You never miss a deadline - and you're never late.You have a clear sense of right and wrong. You're very detail oriented.You get frustrated when your friends are sloppy - or when they don't follow through.You're on top of things, and you wish that everyone else was!"
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Viver o sonho
O jantar era normal. Convites modernos e amigos do ambiente, por email, iguais às respostas. O restaurante, cabo-verdiano, sem cor nas paredes nem imagens que liguem ao continente africano. Ali, na cadeira, olhava em volta a ver o que se passava. Na observação, tinha o seu maior passatempo. As coisas que se aprendem através da observação, todos tão preocupados em falar para ensinar, e ela ali, sedenta de aprender, observava.As conversas, entre colegas de profissão, foram dar ao de sempre. Ou se gosta do que se faz...e se sofre pelas condições. Ou se foge às más condições, e se faz o que não se gosta. O jornalismo, tem de ser feito com paixão, não por compaixão. É aí que está o verdadeiro sentido de contar histórias. De que adianta contá-las se não se as sabem? É preciso saber ouvir, tentar descobrir em cada linha um novo código e tentar descodificar linguagens. Uma vez, ouviu que o trabalho do jornalista é como o de um neurocirurgião. Para se fazer, é preciso saber exacta e meticulosamente, o que fazer. É por isso que saber bem a história é (quase) mais importante que contá-la.
O jantar lá avançou. Como a conversa. A passos tantos, já se falava de desemprego, no jornalismo. De acordo com alguns estudos, os licenciados em áreas relacionadas com as Ciências Sociais e Humanas são os que mais dificuldades têm em encontrar trabalho. Arriscaria dizer que isto acontece porque teimam em viver os sonhos. São mais românticos, mais poéticos, mais humanos. E por isso, mais sonhadores.
Agora, depois do curso, do estágio e dos pensamentos que às vezes tardam em fugir, não quero falar de más condições de trabalho, de recibos verdes, de ausência de subsídio de alimentação e transporte nem da impossibilidade de marcar férias. Não quero falar do facto de poder continuar assim anos e anos, como alguns. Nem da impossibilidade de construir a vida que imagino minha, já, daqui a nada. Não quero mudar de profissão, arranjar alternativas, ser caixa de super-mercado ou andar aí a choramingar pelos cantos. Eu quero que os dias passem como notícias e que as histórias possam ser contadas por mim. Agora, quero viver o meu sonho, ser jornalísta por este bocadinho. E que aí, assim, nesse espaço tão meu, que o tempo passe devagar e o mundo me caiba na palma da minha mão.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Abriu a persiana para ver como estava o dia. Lá fora, as gotas de orvalho pingavam nas folhas do alecrim e um cheiro a terra aquecia o ambiente. Aconchegou o casaco naquela manhã fria. Olhou para a lareira, onde a cinza dormia, depois das brasas da noite anterior. Ainda conseguia sentir o cheiro do fumo da fogueira. Lá fora, ainda tudo dormia. Tudo menos o sol que se ia levantando devagar, por detrás da encosta. Aquela casa, mesmo no cimo do monte, era mais do que um lar. Era um sonho tornado realidade.
Lembrava-se de quando a casa ainda era uma miragem. Dos primeiros tempos de trabalho árduo na cidade, onde não se sentia integrada. Naquela altura, os dias passavam depressa, mas pelo acumular de trabalho que ia adormecendo a secretária e a vida. Agora, sozinha naquele fim de mundo, naquele cume da montanha, lembrava todas as fases da escalada. Desde o momento em que começou a sonhar, que a vida tinha corrido melhor. Era por sonhar que vivia. E agora, no topo do monte e no cume da vida pensou que só queria ver tudo a conta gotas. Como se o tempo deixasse de existir e restasse apenas a eternidade.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Pés saltitantes querem anos novos. Passos pequenos, por mais que a calçada seja irregular e escorregadia, são a melhor maneira de caminhar. Com precaução, é possível que as casas se construam a partir de alicerces fortes. Podem ter cores gritantes, gostar de festa e de alarido, mas não deixam de ser fiáveis e, em última instância, de confiança.Os pés pequenitos andam devagar, serenamente, incessantemente. Porque os pequenos têm de dar passos mais certeiros, e o tempo de reflexão nunca é tempo perdido. Há que decidir melhor, leve o tempo que levar. Pés pequenos, por terem de procurar as melhores pedras onde saltitar e por terem de planear melhor os próprios saltos, caminham certeiramente ano após ano. Cansam-se muito, porque caminham em dobro. Mas ao mesmo tempo há neles a serenidade de saberem certas as decisões, de tão pensadas e reflectidas. Pés pequenos para grandes passos. Porque são mais certeiros. Porque sim.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Suspiro Jornalístico em LISBOA
quarta-feira, dezembro 12, 2007
(Para ouvir ao ler)
Passear contigo é sentir que quando caminho não estou sozinha. É o descomprometimento de pôr as mãos nos bolsos sem medo de não te dar a mão. É sentir o vento frio na cara, transpirar de calor, sentir o sol a pique no nariz, a iluminar-me o rosto. É compor a gola do casaco e sentir um beijo teu. É o teu cheiro, sempre tão familiar. Saber que estás lá. Saber-te minha. Passear contigo é o misto mais agradável de descontração e apreço. É abraço sem contacto e contacto sem toque. É cumplicidade. Passear contigo é saber-te minha e saber-me tua. De alma, coração, confiança. É sentir que me sabes tantas vezes a tanto, e outras tantas a tão pouco.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Coberta de preto a velha cigana senta-se no banco do metro. Vai nervosa, ansiosa, nota-se-lhe uma instabilidade latente.
As rugas de expressão que acompanham a cara escura, outrora simples e encantadora, carregam a carga emotiva que a transfigura. A velha cigana aperta as mãos devagar. Baixa a cara, vêem-se-lhe as riscas na testa de tanto a engelhar, do sol, da vida. Depois, a cabeça entra quase entre os ombros e começa a gemer muito baixinho. Aperta os dedos contra os olhos num movimento repetido e aflitivo. Desespera, chora baixinho e sem lágrimas. Vida dura, corpo cansado. Mãos marcadas pelo passar dos anos, agora denunciado por não conseguir chorar.
Não chora a velha cigana vestida de negro. Geme de tanto tentar e não conseguir. A velha Lisboa entrega-se-lhe depois, quando sair do metro e vir a luz do dia. Corre e mostra-lhe que o dia é muito mais do que aquela velocidade a que o metro percorre os finos carris debaixo da terra. Se vivesse sempre como topeira nunca poderia sequer supor...tentar por momentos imaginar...adivinhar aquilo que se passa na vida daquela velha cigana de pele bonita. As rugas marcam os caminhos daquela cara viajante. Mas o tormento...sim...o tormento é a evidente dificuldade que as lágrimas têm de lhe percorrer a cara. Uma dificuldade em não saber ou em não conseguir chorar.
segunda-feira, novembro 26, 2007
À subida do elevador de Santa Justa, da Av.da Liberdade à Emeroteca, com toalhas do chinês roubadas, na mão
A estranho desaparecimento da Raquel, no bairro, na noite dos anos da Cat
Ao marretas e ao vaca louca, onde "avacalhámos" tantas noites
Ao mercado da Ribeira com carne e fumo na casa de banho e cigarros nas escadas e sangria no sangue
Ao marquês de Pombal, ao chinês do karaoke da despedida das Saras e da Cat
Ao cup do Saldanha, os gelados oferecidos e as mesas guardadas
Ao Picoas, à esplanada, à biblioteca e ao storia del café
À esplanada amarela, aos elevadores avariados e às casas de banho sem papel higiénico da fcsh
Ao campo pequeno da Deb, das garraiadas e da loja onde não vamos comprar nada
À casa da Cat com cafés confidentes, à casa da açoriana com lasanha da boa, à casa da sara de lagos com petiscos de fada-do-lar
À rua Castilho e à avaria do C3
À rua Augusta, à Brasileira, à Rua Garrett e à Av. da Liberdade dos passeios
Ao Bairro Alto, Lux, Loft (e People) das noitadas
À queda da açoriana na 24 de Julho
À Praça de Espanha, à Gulbenkian
À vista da Ponte..quando voltámos da Aroeira ou do MUN
À beira-rio, ao técnico, palcos privilegiados de aventuras surreais
A tudo aquilo que é Lisboa e a tudo o que testemunhou...
Onde cada cantinho tem uma história nossa por contar...
Um brinde a Lisboa...cidade Vocc!
terça-feira, novembro 20, 2007
"De modos que te amo.
E sinto tão gravemente a tua falta,
como quem sente a dor num braço que já não tem.
E perco-me em ti
viajando com os olhos
no infinito branco do tecto do quarto
que por segundos podia ser nosso.
Quero-te portanto.
Mais do que me quero a mim...
Ou pelo menos de igual forma,
que este tipo de sentimentos não se querem altruistas.
Espero-te!
Com a ansiedade a empurrar-me o coração,
ora para trás ora para a frente.
Pois é assim que se deve esperar...
Espero que chegues,
que largues os sacos das compras
que desligues a luz e te atires para mim."
segunda-feira, novembro 19, 2007
Em busca de uma reportagem fui caminhar por Lisboa. Não que só uma reportagem justifique fazê-lo...pelo contrário. Desde que me lembro que caminho por Lisboa. Muitas vezes com objectivo, outras vezes sem destino, sempre a observar o que se passa. E Lisboa, nesta altura. sabe mesmo bem.
Procurei uma rua, depois das explicações do H.. A companhia conhecia pior que eu a cidade. Descemos as escadinhas da descida íngreme (será que uma descida também o pode ser?!), quatro, uns atrás dos outros. Tempo apertado, caminhar calmo por constrangimentos alheios. Cheirinho a castanhas assadas, frio na cara (fim de tarde de outono ideal), buzinas, ventinho, semáforos...ui...até arrepia.
Descer pelos restauradores e entrar na rua por onde não se vê o Rossio. Estação do Rossio, toda recuperada e muitoooo bonita...iluminada...que linda que é Lisboa, bolas!
Sobe-se um bocadinho e vejo umas escadas do lado direito que me lembram aquele passeio, algures ainda no Verão.
Seguimos pela rua que sobe para os armazéns. Rua Garret. Só quando chegamos perto da Rua Ivens olho para trás e me apercebo que já há luzes de Natal nos armazéns do Chiado. Alguém pergunta: "Não tinhas reparado?"humm...não (penso: tenho de estar mais atenta, já me escapam evidências).
Corto à esquerda como recomendado. "Depois deves ver um largo"...hum...há uma espécie de rotunda mas os nomes das praças não coincidem...sigo mais rapidamente...porque o tempo passa rápido, principalmente quando se passeia. procuro algum sinal que me diga que vou no caminho certo.Onde está essa rua, Victor Cordon?!
Do lado esquerdo, umas grades que fazem lembrar uma prisão...e...supresa das surpresas...uma das vistas mais bonitas que Lisboa já me deu. Um miradouro ali escondido...
Fim da rua...o primeiro elemento que me diz estar no caminho certo. Há carris de eléctrico na calçada. A campaínha testemunha a evidência. Rua Victor Cordon. Agora só falta encontrar o número da porta e
esperar que seja perto. Mais uma rua a subir...e o eléctrico já passou!!
domingo, novembro 18, 2007
sábado, novembro 17, 2007
terça-feira, novembro 13, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
quarta-feira, outubro 17, 2007
segunda-feira, outubro 15, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
A sala escura aguarda expectante o som da primeira nota.
O palco é um todo de luz e sombra. Escuridão. Luz.
Ao fundo, como clarão, um corpo quase inerte aproxima-se do piano, num movimento compassado que encanta.
Vestido de preto, caminha como se da primeira vez se tratasse. A plateia é sempre diferente, uma conquista mútua, pensa.
Os dedos percorrem então o teclado branco e negro, ainda sem qualquer som na sala cheia mas em silêncio profundo.
O alívio instala-se nele e no auditório quando os dedos tocam finalmente as teclas e o piano entra em consonância perfeita com o ar que se respira no espaço escuro. Pessoal e colectivamente, cada um respira de alívio.
As mãos percorrem a medo e a confiança as tiras brancas num movimento avassalador de tão seguro e ao mesmo tempo, virgem.
A cabeça, muito direita é abraçada por breves momentos pelos ombros. Depois, ao mesmo tempo que se levanta, agita-se desregradamente, sem destino.
Rumo ao infinito, qual estrela cadente, encontra conforto quando tropeça novamente nos ombros e finalmente os olhos encontram paz nas brancas teclas do piano negro.
Silêncio insurdecedor da plateia. E finalmente a salva de palmas de pé, que funde artista e público num só. Fim do espectáculo.
sexta-feira, setembro 21, 2007
quinta-feira, setembro 20, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007

Ainda não se falava de raios UV nem de queimaduras solares, nem de cremes ecrã total. O avô aparecia entretanto, caminhava pela praia, molhava os pés. Mãos atrás das costas, unidas, e voltava para casa. A avó adormecia os manos pequenos entre os braços à beira-mar a cantar O meu menino é d´oiro, é d´oiro o meu menino, Hei-de levá-lo aos anjos, p´ra que ele seja pequenino! A meio da tarde voltávamos para casa.
domingo, julho 29, 2007
sexta-feira, julho 20, 2007

Vislumbrá-lo ao longe
Os olhos podem não pousar uns nos outros. Pode não haver contacto de mãos a não ser durante a hora de ponta do metro quando todos são obrigados a tocar-se, por um lugar melhor no comboio subterrâneo de regresso a casa.
Custa ouvir o despertador mal o dia nasce (como parece), acordar cedo, tomar banho quando os olhos ainda ardem e comer apressada. Custa sair de casa com a brisa fria de um Verão que teima em não aparecer completamente. Porque dele se vislumbra apenas um ventinho fresco, numa esplanada qualquer, num fim de tarde diferente, em boa companhia.
Tal como o Verão que não aparece...as férias deste ano foram substituídas por...trabalho! Custa pensar que o Verão passado tenha podido significar o fim das "férias académicas" de Verão. Nesta altura resta esperar por uma aberta no horário. O tempo teima em passar depressa, como as semanas de não-férias que se vão acumulando umas a seguir às outras.
Vale o regresso de uns, muito esperados; a permanência de outros, em semelhante situação, como companhia deste Verão trabalhoso e sacrificado, mas tão desejado e tantas vezes sonhado em conversas de esplanada amarela e de outras cores também.
E vale, quase mais que tudo, o rio Tejo ali à minha frente todas as manhãs que me estende a mão no caminho para o sonho que ainda permanece de me tornar aquilo que almejo e que já sinto ser no mais íntimo do meu ser.
Porque quando vejo a luz de Lisboa no Terreiro do Paço logo pela manhã...dá vontade de nunca parar de conhecer esta cidade, cuja luz tantas vezes desejei, lá longe. Esta luz que além de iluminar o dia, prende e impede o esquecimento.
domingo, junho 10, 2007
Copiei-o um dia...já nem me lembrava...
Tinha de ser do grande génio...
«Eu amo os meus sonhos», disse eu para alguém,
Prosaico, em manhã de inverno, que com desdém replicou:
«Não sou escravo de Ideal
E, como gente sensata, amo o Real».
Pobre louco, o ser e o parecer trocando!
É que eu amo o Real meus sonhos amando.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Comunicado Oficial
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Hoje aprendi a justificar os textos do blog! E também outra coisa que agora me esqueci...(sera que ja a "desaprendi"?)...ah...e ja converti o meu blog as maravilhas de Google account...nao sao magnificos estes progressos das novas tecnologias? Quem diria que um dia poderiamos fazer tal coisa!










