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quarta-feira, março 10, 2010

B4/Rómulo

Gastronomia é moda que nem roupa. Eles vêm aí, pedem um pastel de camarão, tomam um chôpe, conversam, ficam até de madrugada. Temos o recorde de venda de chôpe por metro quadrado. Actores, cantores, políticos. Aí vai, aí vêm. Temos o bar mais democrático daqui. Porque aqui vem todo o mundo. Rico e pobre. Político, médico, músico e varredor de rua.

sábado, março 06, 2010

B3/Dona Gioconda

Gosto de coisas vivas, de trabalhar com seres vivos. Por isso as ostras. Daí ter vindo. Os meus filhos continuam lá. E eu aqui. Sempre que tem algum problema, minha filha sempre liga e me diz, 'mãe isto, mãe aquilo'. Meus filhos sempre pensam que a mãe resolve qualquer coisa.

B2/Seu António

Hoje vim para matar a saudade. A minha vida é todo um romance. Ai, o vinho Teobar. Deu uma saudade agora. Pois é. Volto lá de dois em dois anos. Fui em 2005, voltei em 2007. No ano passado não. Tenho um filho com dois anos. De uma segunda mulher. A 'minha patroa', como se diz às vezes, morreu-me em 2003. Faço 40 pastéis de Belém, e ando aí a distribuí-los. É muito trabalhoso, mas sempre distrái a saudade. Deu agora a saudade. Ai que saudade de Portugal. Um dia eu volto. Gostava de voltar.

B1/Seu Roland

Fui registado Rolando mas não acredito que o meu pai alguma vez no registo tenha dado esse nome para mim. Sou Roland. Sou filho de pais brasileiros, nunca falei senão alemão. Falo português por necessidade. Os alemães são chatos. São frios. Tenho a língua alemã no coração de um brasileiro. O quente e frio. E quando era pequeno andava sempre descalço. Todos andávamos. Quando havia algum assunto tabú, sobre o qual os adultos não pudessem falar, diziam: aqui não, tem demasiada gente descalça.

terça-feira, março 02, 2010

Ano um

i num instante, tudo mudou. Ocupei-me das palavras a tempo inteiro. Passei a depender da actualidade sem pensar no ontem e de olhos postos no amanhã. Acelerei o passo, deixei de ter tempo livre. Realizei-me. Hoje é o ano um.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Petite

Nortada e nós deitados na toalha de praia com franjas nas pontas e manchada do tempo. Entre as memórias das barracas de pano às riscas, montadas no areal enorme e dividido em parcelas pelo paredão de pedras. E identificado por zonas pelos cafés. O Visual, renovado todos os anos com cores e balcões e mesas e cadeiras, tudo novo. Havia o Bronze onde reunimos o grupo de amigos durante a tarde. Há o Contiqui, o Prefácio, o Posto 5 e outros que não têm nome.
Havia o banho-maria dos crepes de maçã com amêndoas. E nós descalços, sentados no passeio baixinho de betão, a sacudirmos a areia dos pés. Voltávamos muitas vezes a casa dois a dois, montados nas bicicletas dos primos. Aos ziguezagues, lá tentávamos não falhar os buracos da estrada. Íamos, com toda a pompa e circunstância reduzindo o ar dos pneus, tentando furar aqui e ali a borracha negra, gastando a pouco e pouco o que restava das rodas envelhecidas ao longo dos anos. E às vezes, ficavamos um ou dois para trás, numa última tentativa de mergulhar na água salgada e gelada do mar da Costa Nova, sem sabermos bem de que terra éramos quando parecia que se nos gelava o cérebro.
Sempre foi fácil perceber porque eras sempre a última a chegar e a última a partir. Preparavas a ceira, levavas ameixas lavadas e frescas, e pão de bico com ovos mexidos e salsichas cortadas às rodelas. Às vezes não arriscávamos deitar os caroços das rainha-cláudia na areia: já sabíamos que ias apoiar-nos e isso era mau. E quando te pedíamos para nos ajudares a construir um barco na areia, lá enchias tu as unhas com o verniz vermelho descascado de areia e punhas mãos à obra, que a embarcação não podia esperar. Nenhuma brincadeira espera pelo tempo certo. Ela aparece. E sempre soubeste isso.
E tomávamos banho de mangueira, água gelada, que arrepiava ao ar fresco da nortada. Tantas vezes passámos pelo corredor de casa ainda a espalhar os grãozinhos. Tu olhavas por cima das lentes rectangulares, e fingias que não vias. Acenavas com a cabeça a dizer que não - como se fosse algo de extraordinário tentar perceber as atitudes de miúdos com menos de dez anos. E andavas depois, cigarro nos lábios (e com a cinza a pingar, a parecer água), óculos pendurados ao pescoço, a varrer o areal que deixávamos nos cantos da casa de madeira, difícil de tirar. Paciente, nunca pediste que apressassemos as arrumações, nem as mudanças, nem nada. Sempre elogiaste aquilo que fazíamos bem e nunca deixaste de criticar aquilo em que éramos maus. Conseguiste sempre ver o bom, o bem, o certo. Distinguiste o azedo do doce, como se disso se tratasse a vida. E é bom recordar assim os dias compridos do verão que jamais será o mesmo.

domingo, fevereiro 14, 2010

Valentine's

Frio. Não, nem penses nisso. Isso nunca. Tens de esforçar-te mais do que isso. Não foi imediato, mas foi quase. Arrebatador, como o descrevem. Acabaste de ir e já te sinto a falta. é difícil estar aqui. Sustenho a respiração, não consigo evitar. É mais forte, mais rápido, mais imediato. Soube ser de outra maneira, sim. Admito. Mas agora não consigo. E não peço desculpa. Tem de ser assim. Inevitável. O amor pega em ti, deixa-te sem fôlego, aperta-te o estômago, não te deixa pensar, nem fugir dele. Quem me dera. Arrebatador.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Adelino

Não sei se já te tinha dito que ele se chamava Adelino. Tinha? Pois. Era. Chamava-se Adelino. Era baixo, careca e tinha uns óculos redondos, de massa preta e lentes semi-garrafais que lhe ocupavam metade da cara. Verdade, podes acreditar. E sabes que mais? Ficavam-lhe bem. Digo semi-garrafais porque lhe conseguia ver bem os olhos, apesar da graduação. Punha aveia na sopa, sabias? E vinagre. Adorava vinagre. E dava-nos mel às colheradas, e no pão. Era isso, pois. Mel no pão. E tangerinas, no quintal, mesmo às vezes no inverno, quando as gotas do orvalho da manhã ainda pingavam nos ramos estreitos. E lembro-me de quando as magnólias branca e cor-de-rosa floriam em Janeiro. Parecia que tombavam para a estrada com tantas flores. Mas das magnólias falo depois, que isso dá para outro tanto. As flores reflectidas nas lentes. Mas sim. Falava-te dele. Baixo, pequeno. Sempre de fato cinzento. E de camisa branca. Era um homem grande, ele. Sempre amigo dos amigos. E de quem não conhecia de todo. Sempre com vontade de ajudar, de fazer, de dar. Nunca foi rico por isso, justificam alguns. Que pelo andar no negócio seria, se não tivesse fiado tanto. E nunca ficou a dever nada a ninguém. Mas falava-te dele, era. Acho que nunca te tinha dito que se chamava Adelino. Nem naquele dia em que me contaste, a medo, que tinhas um assim. Foi, não foi? Disseste-me: vou contar-te uma coisa, mas promete-me que não te zangas. E eu sorri, já a adivinhar-te o brilho nos olhos. Como se me fosse estranho que me contasses os teus segredos. Pois era. Era Adelino. Estranho, nunca ter-te contado. Não achas? Mas o que se me estranha mais em toda esta história nem é isso. Não é nunca ter-te falado de como sorvia a sopa com aquele barulho. Nem da maneira como descascava os gomos de tangerina. Nem do modo como arrastava os pés. Nem do aroma doce do perfume que ele mesmo fazia lá em casa. Aquilo que mais me intriga nisto tudo é saber que não te contei que sempre tive dúvidas de como é que um coração tão grande pode caber num homem tão pequeno como ele. E nele, surpreendentemente, cabia mesmo.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Do S. Valentim antecipado


Põe-te na montra da minha memória e não entre os peluches de ursos e corações que dizem 'amo-te' - em letras gordas - na barriga.
Desfila todos os dias no meu quotidiano. Não penses em vir dia sim, dia não, como se pudesses abdicar de viver.
Abre a porta do meu mundo e ensina-mo. Quero vê-lo pela tua perspectiva, ouvi-lo contar com a tua voz, e saber-te espectador participante.
Quero que saibas que podes vir todos os dias. Que não precisas de pedir licença para entrar.
O S. Valentim vem e vai, todos os anos. E eu quero que tu estejas comigo todos os dias.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Paris

Estava fria. Chuvosa. Nostálgica. Preferia ter-me lembrado num dia de sol. Ou numa esplanada aquecida, com um capuccino na mão. Ou debaixo de um calor abrasador. Ou então, não me ter lembrado, de todo. Não fazes falta agora. O que passou, passou.
E Paris continua linda.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Ao sétimo dia.

O que eu dava para estar lá, para ir para lá. Para assistir, para reportar, para ver e contar as histórias. Para as poder escrever duramente. Para perceber o que é assistir à perda sem nada poder fazer. Para doer no coração a falta de água, para dar valor ao que tenho, ao que tive, ao que não tive, ao que ainda hei-de ter. O que eu dava para poder ir sem pestanejar. Para ajudar. 75 mil mortos oficiais. Desaparecidos. Caras que nunca mais se verão. Nunca mais serão beijadas. Corpos que nunca mais serão abraçados. Conversas perturbadas pelo espirro arrebatador de uma terra a que chamavam casa. E agora, ao sétimo dia, nada mudou. As caras são as mesmas. As dúvidas as mesmas. Só os números mudam. Acumulam. Morte. Morte.
Há uma semana o meu pensamento estava aqui. O que eu dava para o escrever. E o que eu dava para nunca ter podido escrevê-lo.

Do dia seguinte

Olhei-me ao espelho ainda não era de dia, e os olhos, encovados, quase desapareciam na cara. Olhei-me mais uma vez, e nem uma alteração, uma pequena diferença, um sinal que me desse a ideia de quem era aquela ali defronte de mim. Face àquela cara, corri contra os atrasos pouco habituais e comi devagar, com a calma de quem levantou o rabo da cama um pouco mais cedo para despertar com calma. E que adiou depois o despertador, de maneira a estoirar os minutos que sobravam naquele vale dos lençóis quentinho que tanto ajuda nos pensamentos. Expliquei-me num ápice o que tinha de ser hoje. No dia seguinte ao dia que se seguiu à véspera. Mas o sentido prático das coisas sobrepôs-se à confusão de dias. Deixei-me apressar pelos ponteiros velozes do relógio e sentei-me. Acomodei-me aquel aconchego quente. Esperei pelas torradas. Nada de novo. Valeu-me a vontade para contrariar o peso dos olhos. Os olhos pesaram no dia seguinte, como se tivesse dormido muitas horas. Ao contrário. Não dormi. À insónia juntou-se naquela manhã um dia que acabou a dançar. Tal como eu pedi.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Do dia

Vou acordar cedo como gosto e vou correr para não me atrasar. Como sempre. Com sorte, vou conduzir sem ter de parar nos semáforos, que o caminho faz-se a caminhar. Quero que não chova hoje - que eu não gosto nada de chuva - sobretudo em dias especiais. E hoje é um dia assim. Pego em mim e corro depressa, como sempre, numa vida que é quase uma acelera que não falha a marcha, mesmo que às vezes se meta por becos sem saída. E quero que o dia seja assim perfeito, que não quero aborrecer-me com coisas sem importância. Quero escrever. Escrever muito. Cansar-me de escrever, descansar de escrever, e redescobrir-me a escrever. Quero olhar para as coisas e sentir-me dentro delas, num aquário do qual me alimento e do qual depende a minha sobrevivência. E depois quero ler as palavras e sentir-me ali, rever-me nos substantivos, nos verbos. Nos sujeitos e nos predicados. Quero deixar a minha marca nos dias que vivo, nas vidas que passam por mim. E deixar-me aí, nesses lugares, é deixar as história dos outros em mim fazer história nos recantos que percorro, tantas vezes apenas em imaginação. Que eu sou louca por viagens. E sinto que o mundo é um sítio que merece ser descoberto e descrito letra a letra. Que é como quem diz, lugar a lugar. E entre as letras, vou receber palavras engraçadas, abraços apertados. E vou ter saudades dos que não me ocupam os dias fisicamente, ou dos outros ainda que as horas teimaram afastar. Quero - depois de tudo isto - merecer dançar. Muito. Rodopiar em cima do meu corpo. E esperar activamente que esta coisa do aniversário me passe. Que isto de ser um dia especial meio camuflado no meio de um dia normal, deixa-me algumas dúvidas.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Do dia de véspera

Falava-te eu das minhas coisas. De como sou perfeccionista, e mal-humorada (às vezes) e antipática à primeira vista. Falava-te de como tive a sorte da tolerância dos que me rodeiam. A sorte de me cruzar com as pessoas certas. A graça de me rir dos meus disparates. De como penso em coisas tão diferentes enquanto conduzo, da rapidez com que entretanto olho para o relógio no tabeliê e mudo instantaneamente a estação de rádio porque me apercebo que é hora das notícias. Ou então da maneira como grito alto pela música que aumento para o máximo na rádio. E sorrio enquanto bamboleio os ombros de um lado para o outro, como se estivesse metida numa pista só minha. Falei-te das coisas tal qual são. E do que nem sempre é o que parece. De como sou tão casmurra e da maneira como num instante peço perdão e corro a emendar erros que detecte. Por mais pequenos que sejam. Porque são meus. Sou sempre tão pragmática que invejo às vezes dos desaustinados, sempre tão despreocupados e tão sem peso nos ombros. Mas decerto não os invejo mais do que invejo os pássaros e a visão que não falha, que podem ter vistas panorâmicas a qualquer momento. Por mim andava sempre a sobrevoar Lisboa que adoro, cidade poema. Apaixonante. E sou imperfeita, bem sei. E gosto. É avassaladora a maneira como o meu coração acelera o "passo" quando falo dela. Só nunca posso comparar esse batimento ao que sinto quando penso em ti, pequena Mi. Que fazes parte de mim. És a minha cabeça, o meu corpo, o meu coração. E se algum dia me faltas, faltar-me-ei eu também, tal como as letras que teimo em escrever todos os dias naquela sala enorme e iluminada que me colora os dias. E onde eu pinto as linhas de realidade. E observo com cuidado as imagens que não sei captar. E analiso com olhos de cirurgiã os espaços vagos naquela folha de agenda demasiado cheia e às vezes tão vazia. Sinto-me como se a vida ainda estivesse toda por viver. E é essa a esperança que me preenche hoje. Na última noite destes 24 anos. Passei-a a escrever, como gosto. E a pensar baixinho para não acordar ninguém. Que gosto pouco de dar nas vistas por estas coisas pequenas. Mas só me calo - que já sabes - sou tagarela que dói - se me prometeres que, como prenda para os 25, me dás uma hora a mais em cada dia. É justo, vá lá. Foram 24 anos da minha vida a (sobre)viver com dias de apenas 24 horas. Dava-me um jeitaço.

terça-feira, janeiro 12, 2010

hey babe, take a walk on the wild side. let's take a walk on the wild side.

Don't be shy. come with me. let's take a walk.

80 tentativa #3

Queria ter-te escrito estas linhas a tempo de tas poder ler alto na festa daquela noite de dia 8, mas escapou-se-me o tempo, e a imaginação. E sobretudo, apoderou-se de mim o medo de não estar à altura de palavras tão especiais, que pudessem descrever-te bem. Por isso escrevo atrasada. Por isso pensei estas letras - insuficiente mas duramente. Por isso vou ter cuidado com os caracteres, começar de mansinho, e de uma maneira que me distinga de ti. O atraso. É esse que nos distingue hoje. Nunca te atrasarias - ao longo dos teus 80 anos - para entregares uma prenda de anos, muito menos se essa prenda dependesse unicamente de ti. A gestão do teu tempo é perfeita, sobra sempre para mais uma viagem, para outro telefonema, para perguntares se está tudo bem? se já jantaram? ou se já chegaram?.

Escrevo-te todos os dias um pouco aqui, quando não te escreves tu em mim. Sei que herdei de ti tanto do que sou e aprendi outro tanto de ti também. Que, de tudo o que sou e de todo o resto que julgo ser, nem sei o que de ti veio e o que vinha comigo de origem.

Queria primeiro agradecer-te tudo aquilo que nos dás, todos os dias. Vai ser sempre bom lembrar-me de ti, porque de ti não ficam senão as palavras doces e preocupadas, os telefonemas em contínuo, e as surpresas. Escreves em poesia, falas em prosa, sentes tudo de uma maneira especial. E consegues demonstrar todos os dias que, por mais que a vida teime em mostrar o quanto pode ser azeda e madrasta, há sempre o açucar que pode encarregar-se de adoçar os dias mais amargos. Mexe os cozinhados com empenho e amor, como sempre tens feito. Aposto que guardaremos sempre connosco o teu dedo para a culinária, mesmo que mais 80 anos passem.

80 tentativa #2

Todas as palavras do mundo não chegariam - ou talvez uma apenas chegasse - para descrever o impacto que tens nas nossas vidas.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

80 tentativa #1

Não consegui (ainda) escrever-te aqui.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Electrodomésticos

Conheci-te debaixo de uma nuvem carregada de chuva, num dia sombrio de céu cinzento e de muito vento. Tinhas vestido um anorak branco que era um prolongamento da tua pele pálida e sem graça, que eu teimo em não apagar da memória. Como se fosses assim tão especial. Como se as tuas piadas me fizessem rir, apesar de não falarmos há tanto tempo e de já nem recordar o teu nome. A memória passa-me assim estas rasteiras, enquanto folheio as frases que escrevi só para que lesses aquilo que me passava pela cabeça e que nunca conseguiste decifrar-me nos olhos, apesar de teres lido todos os livros de instruções. Nunca percebeste que teres-me a olhar para ti não significava que eu fosse tua. E a receita para me entenderes era abrires o coração.